CASTELO DE AREIA

MPE oferece denúncia contra ex-vereador, juiz, advogado e empresários

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), ofereceu nesta segunda-feira (14) a denúncia relacionada à operação “Castelo de Areia” realizada pela Polícia Judiciária Civil.

Ao todo, foram denunciadas oito pessoas por constituição de organização criminosa e estelionato.

Foram denunciados: o ex-vereador João Emanuel Moreira Lima; o juiz aposentado Irênio Lima Fernandes, pai de João Emanuel; os empresários W. D. M. J., S. A. M. Arrabal e M. de M. C.; o advogado Lázaro Roberto Moreira Lima, irmão de João Emanuel; o contador E. J. G.; e o comerciante M. C. G. Q. O processo tramita na Vara Especializada Contra o Crime Organizado da Capital.

Consta na denúncia, que os acusados praticaram golpes milionários por intermédio de duas empresas.

Referidas pessoas jurídicas atuavam, em tese, no ramo de mercado financeiro com a captação de recursos no exterior, cujas taxas de juros teriam, supostamente, valor inferior ao praticado no Brasil, atraindo, assim, o interesse de investidores, agricultores e empresários.

“A suposta organização criminosa tem o seguinte modus operandi: inicialmente captavam pessoas que tinham interesse em obter empréstimos com juros menores ou de investir em empreendimentos imobiliários; em seguida acertavam o valor do suposto empréstimo ou do investimento, que são sempre de valores altíssimos; firmavam pré-contratos do suposto empréstimo/investimento; e, após, solicitavam determinada quantia (sempre valores altos, proporcionais ao valor do suposto empréstimo) que, segundo eles, era necessária para a concretização do empréstimo/investimento; após receber os valores repassados pelas vítimas começavam a dar “desculpas”, não empregavam os valores conforme prometido e tampouco devolviam as quantias pagas pelas vítimas”, diz a denúncia.

A liderança da organização, conforme a denúncia, era exercida pelo empresário Walter Dias Magalhães Júnior.

“Para dar aparência de negócio lícito e seguro, a organização criminosa ainda contava com o auxílio do chinês M. C. G. Q., que se apresentava como dono de um banco estrangeiro, e atuava diretamente na tratativa dos empréstimos fraudulentos. Por sua vez, E. J. G. e M. de M. C. participavam também ativamente na captação de vítimas e tratativas dos empréstimos fraudulentos”, acrescentou.

Confira aqui a denúncia feita pelo Gaeco.

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