ECONOMIA

Prefeitura de Cuiabá perdeu R$ 25 milhões em 2016

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No último ano da gestão Mauro Mendes (PSB), Cuiabá deixou de receber R$ 25 milhões em recursos federais.

O levantamento foi feito pela Secretaria de Planejamento e informado nesta tarde (20) ao Blog Isso É Notícia, durante entrevista.

De acordo com o secretário Municipal de Planejamento, Zito Adrien, o montante corresponde à metade do que poderia ter recebido em emendas parlamentares e convênios federais.

Ele também explicou que a Secretaria ainda está fazendo o levantamento das causas para a perda de recursos na gestão passada, mas já adiantou algumas coisas.

A falta de empenho e articulação política somada à falta de projetos para viabilizar os recursos, afirmou o secretário, são algumas das explicações para o não recebimento do montante.

Entre elas, estão a falta de projetos para viabilizar os recursos, empenho político em Brasília e em Mato Grosso, além de, principalmente, o não cumprimento de prazos.

“Você deixa de injetar em obras, turismo, cultura e educação. Nós não podemos nos dar o luxo disso. Identificamos esses problemas e dificuldade em buscar recursos e estamos alinhando, melhorando estrutura física e capacitação de pessoal”, afirmou.

O secretário também afirmou que, sem esses repasses federais, obras deixam de ser realizadas, já que os recursos da Fonte Cem não são suficientes para suprir todos os investimentos.

Troca de papéis

A falta de organização citada pelo secretário também se dá à troca de papéis nas pastas municipais.

De acordo com ele, em muitos casos, a secretaria destinatária da verba acabava por realizar obras, o que não era de sua competência.

“Muitos desses convênios, nas áreas de turismo e cultura, a secretaria estava fazendo coisas que não lhe competia. Num recurso de implantação de praça, a secretaria não deve executar, deve chamar a Secretaria de Obras e passar a demanda a ela, fiscalizando”, afirmou.

Segundo ele, a prática dificultava o trabalho, já que uma hora ou outra a secretaria se deparava com a falta de mão de obra, já que não tinha pessoal para esse trabalho.

Zito também explicou que estes recursos são disponibilizados anualmente e que as Prefeituras têm até o dia 31 de dezembro para contratar o convênio que, em sua maioria, exige o máximo de 5% de contrapartida.

Foto: Divulgação/ Blog Isso É Notícia

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