DESVIO MILIONÁRIO

Silval Barbosa e mais 10 pessoas viram réus na quinta fase da Operação Sodoma

MATO GROSSO MAIS

O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e mais 10 pessoas viraram réus em decorrência da quinta fase da Operação Sodoma, realizada pela Delegacia Fazendária.

A denúncia foi recebida pela juíza da Vara de Combate ao Crime Organizado, Selma Rosane Arruda, nesta terça-feira (11).

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 14ª Promotoria Criminal da Comarca de Cuiabá, ofereceu denúncia em 13 de março. Até o momento, já foram quatro fases.

Desta vez, foram denunciadas 17 pessoas, sendo que duas delas não constaram nas outras ações penais, entre elas, Francisco Anis Faiad, mas a juíza Selma Rosane Arruda aceitou a denúncia somente contra 11 pessoas, seis ficaram de fora.

A magistrada aceitou denúncia contra Silval da Cunha Barbosa (PMDB), o ex-chefe de gabinete de Silval, Sílvio Cézar Corrêa Araújo, o ex-secretário adjunto de administração, José Jesus Nunes Cordeiro, os ex-secretários de administração, César Roberto Zílio, Pedro Elias Domingues de Mello e Francisco Anis Faiad, o ex-secretário adjunto da Setpu, Valdisio Juliano Viriato, os empresários Juliano Cezar Volpato e Edézio Corrêa e os servidores Alaor Alvelos Zeferino e Diego Pereira Marconi.

A quinta fase da Sodoma, realizada em 14 de fevereiro deste ano, investigou fraudes à licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas, realizados pelos representantes da empresa Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, em benefício da organização criminosa comandada pelo ex-governador, Silval da Cunha Barbosa.

A investigação presidida pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública, cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão domiciliar, nos estados de Mato Grosso, Santa Catariana e Distrito Federal.

Os suspeitos são investigados em fraudes à licitação, corrupção, peculato e organização criminosa em contratos celebrados entre as empresas Marmeleiro Auto Posto LTDA e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática  LTDA, nos anos de 2011 a 2014, com o Governo do Estado de Mato Grosso.

Segundo a Polícia Civil apurou, as empresas foram utilizadas pela organização criminosa, investigada na operação Sodoma, para desvios de recursos públicos e recebimento de vantagens indevidas, utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração (Sad) e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana  (Septu), antiga Secretaria de Infraestrutura (Sinfra).

As duas empresas, juntas, receberam aproximadamente R$ 300 milhões, entre os anos 2011 a 2014, do Estado de Mato Grosso, em licitações fraudadas.

Com o dinheiro desviado efetuaram pagamento de propinas em benefício da organização criminosa no montante estimado em mais de R$ 7 milhões.

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