ESCUTAS CLANDESTINAS

Corregedoria do Tribunal de Justiça de MT quer saber de juízes como eles autorizaram escutas telefônicas

MATO GROSSO MAIS

A corregedora-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, determinou, na tarde desta segunda-feira (15), que os magistrados que apreciaram pedidos de interceptação telefônica prestem informações à Corregedoria-Geral da Justiça no prazo de cinco dias.

A corregedora ainda encaminhou ofício circular para todos os juízes criminais do Estado para que informem solicitações da mesma natureza e para que mantenham-se atentos ao que estabelece a Consolidação das Normas da Corregedoria-Geral da Justiça (CNGC) com relação à matéria.

Todas as providências tomadas pela CGJ-MT foram comunicadas à presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, os pedidos de informações foram feitos a partir de 2014.

INVESTIGAÇÃO SIGILOSA DO TJ/MT

O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rui Ramos, mandou abrir uma investigação sigilosa sobre as denúncias de grampos ilegais que teriam sido autorizados mediante decisão judicial.

O objetivo da investigação é para saber o que de que forma ocorreram as supostas escutas clandestinas tendo como alvos jornalistas, advogados, empresários, servidores públicos, médicos e políticos.

A decisão foi anunciada na última sexta-feira (12) após o escândalo vir à tona na imprensa.

Ainda na sexta-feira, o governador Pedro Taques (PSDB) disse, em coletiva de imprensa que vai acionar o ex-secretário de Segurança Pública e promotor de Justiça, Mauro Zaque, ao Conselho Nacional do Ministério Público.

Segundo Taques, Mauro Zaque fez uma denúncia contra ele na Procuradoria-Geral da República de que o governador tinha conhecimento de um suposto grampo clandestino contra personalidades do Estado.

A denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque é de que o Comando da Polícia Militar usou o Guardião, equipamento cedido pelo Gaeco à PM, para ouvir de forma clandestina personalidades do Estado, na chamada barriga de aluguel, quando pessoas que não são alvos de investigação policial são grampeadas de forma ilegal dentro de um inquérito, juntamente com traficantes de droga.

De acordo com Zaque, Taques teria conhecimento da denúncia e não teria mandado investigar pessoas que seriam próximas a ele.

Como medida, assim que tomou conhecimento da denúncia do promotor, o governador determinou que o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, tomasse as medidas necessárias sobre as denúncias feitas por Zaque.

Com assessoria do TJMT.

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