PROCURADO PELA POLÍCIA

Empresário nega ser mandante de chacina de 9 pessoas no norte de Mato Grosso

MATO GROSSO MAIS

O advogado Ricardo Spinelli disse, por meio de nota encaminhada ao Mato Grosso Mais, que seu cliente, o empresário Valdelir João de Souza, nunca compactuou com qualquer tipo de ilícito e que sempre agiu dentro da lei.

Valdelir está a frente das empresas GA Industria Madeireira e Cedroarana Ltda há mais de 15 anos, e nunca respondeu a processo de qualquer natureza, pelo contrário, “a empresas geram inúmeros empregos sempre procedendo com o recolhimento do tributo respectivo, inclusive com controle rígido de suas atividades, nunca se furtando a qualquer encargo ou responsabilidade, seja de cunho moral ou profissional.”, disse o advogado.

Segundo o advogado, as notícias veiculadas a respeito da “chacina em Colniza/MT” não correspondem com a verdade.

O advogado comentou ainda que tudo será devidamente esclarecido, dentro do devido processo legal, afirmando a inocência do empresário, pois não cometeu qualquer tipo de infração.

NOTA NA ÍNTEGRA

Tendo em vista noticias veiculadas a respeito da “chacina em Colniza/MT”, as empresas GA Industria Madeireira e Cedroarana Ltda, por meio de seu advogado, esclarece que o Sr. Valdelir João de Souza é sócio fundador de tais empresas, estando a frente há mais de 15 [quinze] anos, onde nunca compactuou com qualquer tipo de ilícito, sempre agindo dentro da lei e nunca tendo respondido a processo de qualquer natureza.

Esclarece que as empresas têm como atividade a exploração de manejos florestais, com unidades em Mato Grosso e Rondônia, onde geram inúmeros empregos, sempre procedendo com o recolhimento do tributo respectivo, inclusive com controle rígido de suas atividades, nunca se furtando a qualquer encargo ou responsabilidade, seja de cunho moral ou profissional.

Esclarece a defesa que os fatos ventilados não correspondem com a verdade, acreditando seriamente que tudo será devidamente esclarecido, dentro do devido processo legal, afirmando pela inocência do Sr. Valdelir João de Souza, pois não cometeu qualquer tipo de infração, confiando na justiça deste país, onde a verdade será restabelecida.

Chacina em Colniza

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) denunciou, por homicídio triplamente qualificado (mediante paga, tortura e emboscada), cinco acusados de participar da chacina que resultou na morte de nove pessoas, no dia 19 de abril deste ano, na Linha 15, na localidade de Taquaruçu do Norte, no município de Colniza.

Foram denunciados Valdelir João de Souza (conhecido como “Polaco Marceneiro” e apontado como o mandante), Pedro Ramos Nogueira (vulgo “Doca”), Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck (o “Sula”) e Moisés Ferreira de Souza (conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”).

Conforme a denúncia, os cinco integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

No dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.

O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 km – praticamente toda a extensão da Linha 15 – onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho.

“Os denunciados executaram as vítimas, em desígnios autônomos, de forma repentina e mediante surpresa, utilizando-se de crueldade, inclusive tortura, dificultando, de qualquer forma, a defesa dos ofendidos”, diz a denúncia.

A crueldade empregada pelo grupo de extermínio pode ser constatada em cada vítima assassinada.

De acordo com a denúncia, o vigia de “Polaco”, conhecido como “Doca”, já havia avisado que haveria um atentado na Linha 15, alegando que quem atacaria seria “os encapuzados. “No dia, horário e local dos fatos foram vistos por testemunhas, sendo identificados os denunciados”.

A motivação dos crimes seria a extração de recursos naturais da área. Com a morte das vítimas, a intenção do mandante era “assustar” os moradores e expulsá-los das terras, para futuramente ocupá-las.

“Apurou-se que “Polaco” é intermediado por “Doca” na passagem das madeiras extraídas de maneira ilegal das grilagens de terras feitas por bando armado atuante na região”, diz a denúncia.

O Ministério Público manifestou-se a manutenção da prisão preventiva dos denunciados “que se encontram custodiados por subsistirem os fundamentos que ensejam a constrição da liberdade”.

O promotor de Justiça substituto, Willian Oguido Ogama, pediu, ainda, a prisão preventiva do mandante da chacina, Valdelir João de Souza, “uma vez que possui mandado de prisão temporária ainda não cumprido, tendo havido informações de que seu advogado já possui conhecimento dos fatos, havendo notícias de que pretendia negociar a sua entrega”.

O MP também pediu a prisão preventiva de Moisés Ferreira de Souza, que também encontra-se foragido.

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