HOMENAGEM A DUMONT

Réplica do avião Demoiselle é uma das atrações de exposição

DA REDAÇÃO

Uma das principais atrações da exposição Santos Dumont na Coleção Brasiliana Itaú, que chega a Cuiabá no dia 09 de agosto, a réplica do avião Demoiselle já começou a ser montada no local.

A mostra, uma parceria entre o Itaú Cultural e a Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), retrata momentos importantes da vida de Alberto Santos Dumont e acontece até o dia 1º de outubro com entrada gratuita.

Também conhecido como Libellule, o Demoiselle foi o melhor modelo de avião criado por Santos Dumont.

O primeiro exemplar voou em 1907, sendo desenvolvido até 1909.

Os Demoiselle foram os menores e mais baratos aviões de sua época.

A intenção de Santos Dumont era que essas aeronaves fossem fabricadas em larga escala e, com isso, ajudassem a popularizar a aviação.

Como o inventor disponibilizava os planos a quem se interessasse, Demoiselles foram fabricados por diferentes oficinas e foram muitas as unidades construídas.

Primeiro ultraleve da história da aviação, o Demoiselle surgiu como o número 19 do aviador e foi depois aperfeiçoado no número 20.

Feito de bambu e coberto com seda envernizada, voava com um motor de 25-30 cv e pesava apenas 115 quilos.

“O 14-Bis foi o marco inicial da aviação, mas a obra-prima de Santos Dumont foi a Demoiselle”, confirma Marcos Villares Filho, sobrinho-bisneto do aviador.

“Não dava para fazer uma obra melhor naquela época, era a menor e a mais barata possível”, disse ele em entrevista concedida ao jornal Estado de São Paulo.

 “Com ela, durante um ano, fiz voos todas as tardes e fui, em certa ocasião, visitar um amigo em seu castelo”, lembrou o inventor.

“Como era um aeroplano pequenino e transparente, deram-lhe o nome de Libelulle ou Demoiselle. Este foi, de todos os meus aparelhos, o mais fácil de conduzir, e o que conseguiu maior popularidade”, conta o inventor no livro O Que Eu Vi, O Que Nós Veremos.

Com a Demoiselle, Santos Dumont obteve a carteira de piloto de monoplanos, acumulando todas as permissões da Federação Aeronáutica Internacional: de piloto de balão livre, piloto de dirigível, piloto de biplano e piloto de monoplano.

Após provar que podia voar com segurança e incentivar que outras pessoas replicassem seu modelo, Santos Dumont encerrou a carreira e vendeu sua Demoiselle para o então principiante Roland Garros, que em 1913 seria o primeiro a cruzar sozinho o Mar Mediterrâneo sem fazer escalas, morreu lutando na 1.ª Guerra Mundial, em 1918, e desde 1928 dá nome a um dos mais famosos torneios de tênis do mundo, em Paris.

A exposição

A mostra Santos Dumont na Coleção Brasiliana Itaú Cultural chega a Cuiabá em sua primeira itinerância no dia 09 de agosto e fica aberta ao público, no Palácio da Instrução, até o dia 1º de outubro.

A exposição remonta a trajetória do homem que se dedicou  à inovação, ao design e à ciência e convida o visitante a passear por diversos lugares e momentos que fizeram parte da história do inventor, como a fazenda Cabangu, onde nasceu, e a Belle Époque francesa, em que conquistou sua fama.

Objetos, documentos e fotos do aviador integram a exposição, com imagens que resgatam os balões, dirigíveis e aeroplanos.

Há ainda uma reprodução de sua biblioteca, com publicações que o inspiraram, além de algumas de sua autoria.

Serviço

Santos Dumont na Coleção Brasiliana Itaú
De 09 de agosto a 1º de outubro
Terça a sexta-feira: 8h às 19h
Sábados, domingos e feriados: 9h às 18h
Entrada gratuita
Agendamento escolar pelo telefone 3613-9240
Informações: equipamentos@cultura.mt.gov.br ou 3613-0232

 

Foto: Divulgação
Foto: Reprodução por Iara Venanzi-Itaú Cultural

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