OPERAÇÃO DESCARRILHO

Depoimento de Silval Barbosa ao MPF revela que José Riva fez pressão para Governo contratar empresa de sua esposa

MATO GROSSO MAIS

O depoimento de Silval Barbosa (PMDB) ao Ministério Público Federal de MT, revelou que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, José Riva (sem partido), fez pressão para que o ex-governador incluísse a empresa Multimetal Engenharia de Estruturas, segundo o MPF, realizar obras do VLT em Cuiabá e Várzea Grande.

A informação consta na decisão de 21 páginas do juiz da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal, Paulo Sodré, que autorizou a realização da Operação Descarrilho, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9), em Cuiabá e outros Estados, com vários mandados de busca e apreensão.

Segundo trecho da decisão, a empresa CR Almeida, que forma o Consórcio VLT,  teria sublocado a Multimetal a pedido do então deputado José Riva, que na época presidente da ALMT, e que para o Ministério Público Federal o ex-parlamentar era uma espécie de ‘sócio oculto’ da Multimetal.

A sublocação rendeu um contrato milionário à Multimetal, que na época foi no valor de R$ 11,5 milhões.

Ainda segundo a investigação, Janete Riva, mulher de José Riva, teria ficado sócia da empresa, detendo 40% da Multimetal.

De acordo com o MPF, o ex-deputado José Riva exerceu forte influência sobre o Governo Silval para que o VLT fosse escolhido como modal para Copa do Mundo de 2014 e para que a empresa da mulher dele fosse contratada para fazer obra do VLT.

A Multimetal acabou sendo um dos alvos de mandados de busca e apreensão na Operação Descarrilho.

Em nota encaminhada ao G1/MT,  o advogado Rodrigo Mudrovitsch, que defende o ex-deputado estadual, afirmou que José Riva está colaborando com as investigações e que as informações prestadas pelo ex-deputado ao Ministério Público Federal (MPF) estão sob segredo de justiça.

Confira a íntegra dos documentos.

OPERAÇÃO DESCARRILHO

A Polícia Federal desencadeou nesta quarta-feira (9) a Operação Descarrilho, no interesse de inquérito policial que apura os crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e sua execução na capital de Mato Grosso.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em Cuiabá (MT), um em Várzea Grande (MT), um em Belo Horizonte (MG), um no Rio de Janeiro (RJ), um em Petrópolis (RJ), dois em São Paulo (SP) e dois em Curitiba (PR). A PF ainda cumpriu um mandado de condução coercitiva na capital mato-grossense.

Durante a investigação foram colhidos elementos de prova pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal que apontam fundados indícios de acertos de propina com representantes de empresas integrantes do Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, bem como desvio de recursos por intermédio de empresas subcontratadas pelo consórcio.

O inquérito policial tramita perante à Justiça Federal – 7ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso. Com Assessoria.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 10 de agosto de 2017 às 15:52:55
  • 10 de agosto de 2017 às 11:25:15

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