EFEITO DESCARRILHO

Governo soube em dezembro de 2016 que Consórcio VLT poderia ter pago propina a Silval

MATO GROSSO MAIS

O secretário de Cidades do Estado, Wilson Santos (PSDB), disse, nesta sexta-feira (11), que na véspera do Natal do ano passado, o Governo teve conhecimento de que o Consórcio VLT e a empresa responsável pela venda dos vagões, CAF, teriam pago propina para Silval Barbosa (PMDB).

Em reunião com representantes do Consórcio e da empresa CAF, Santos questionou se essa informação seria verdadeira, o que poderia colocar em ‘xeque’ as negociações de acordo com o Governo para retomada das obras do trem cuiabano.

Segundo Wilson, os representantes do Consórcio e empresa CAF negaram que pagaram propina e disseram que o Governo do Estado poderia ficar tranquilo. A entrevista foi dada à Rádio Capital FM.

OPERAÇÃO DESCARRILHO

Nesta quarta-feira (9), a Polícia Federal deflagrou a Operação Descarrilho, que apura os crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais, em tese ocorridos durante a escolha do modal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e sua execução em Cuiabá e Várzea Grande.

A Operação foi motivada pelos depoimentos do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) e do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf. Os dois disseram que houve pagamento de propina.

SILVAL BARBOSA negou a existência de fraude à licitação, mas admitiu que houve tratativas referentes ao pagamento de propina por parte de empresas integrantes do consórcio vencedor do certame, revelando a ocorrência dos crimes de corrupção ativa e passiva, bem como lavagem de dinheiro“, diz trecho da decisão que deflagrou a Operação Descarrilho.

No mesmo dia, na parte da tarde, o governador Pedro Taques (PSDB) disse que o Governo do Estado suspendeu as negociações do acordo com o Consórcio para retomada do VLT após a Operação Descarrilho.

O secretário de Comunicação do Estado, Kleber Lima, ressaltou que o Governo só vai anunciar as medidas que serão tomadas após o Estado ter total conhecimento das motivações e o que foi encontrado na Operação Descarrilho.


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