DETERMINOU NOVA PRISÃO

Perri diz que sucesso das escutas ilegais só ocorreu por causa da habilidade do cabo Gerson

MATO GROSSO MAIS

O relator dos grampos ilegais em Mato Grosso, desembargador Orlando de Almeida Perri, determinou uma segunda prisão preventiva contra o cabo da Polícia Militar, Gérson Luiz Correia Junior, na tarde desta quarta-feira (11).

O militar está preso desde maio deste ano no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC) após o juiz Marcos Faleiros decretar a sua primeira prisão.

Correia é acusado de tentar obstruir o trabalho da Justiça.

Em sua decisão, ontem (11), Perri relatou que o depoimento do empresário José Marílson da Silva, que também foi preso na Operação Esdras, e solto posteriormente, diz que o cabo da PM estaria com o equipamento Sentinela, usado para fazer as escutas ilegais.

“De acordo com a investigação em andamento, o Cb. PM Gerson foi responsável pela instalação do equipamento, e passou praticamente todo mês de setembro de 2014 ouvindo diversas conversas, em uma sala comercial alugada no Edifício Master Center, apresentando os resultados de seu trabalho, por meio de relatórios, ao Cel. PM Zaqueu, demonstrando, assim, de forma incontestável, o envolvimento e a ligação de ambos na prática delituosa”, diz trecho da decisão.

Segundo a decisão do relator, em que mandou prender novamente o militar, o sucesso das escutas ilegais só possível graças ao conhecimento técnico do cabo Gerson e da forte influência dele junto aos coronéis envolvidos no caso.

“Portanto, fácil é concluir que, inversamente à lógica dos fatos, o Cb. Gerson Correa não era – como, de fato, não é – o elo mais fraco do grupo criminoso, mesmo estando diante de presença de Coronéis.

Insista-se: apesar de patente inferior, a participação do Cb. PM Correa foi relevantíssima para o sucesso da empreitada criminosa, pois em razão de sua expertise na área de inteligência, em face dos longos anos servindo no GAECO, coube a ele o encargo de implantar, de operacionalizar o sistema, de escutar pessoas indevidamente interceptadas, de apresentar relatórios aos demais integrantes do grupo, dentre outras atividades imprescindíveis para a concretização do plano criminoso.

Há notícia nos autos dando conta de que, se a ideia de criação do grupo criminoso partiu do Cel. PM Zaqueu Barbosa, o sucesso somente foi possível devido ao empenho demonstrado pelo Cb. PM Gerson Correa, responsável por operacionalizar, orientar, instruir os demais policiais que receberam o encargo de ouvir os áudios, enfim, de administrar o Sistema Sentinela”, diz outro trecho da decisão.

VEJA DECISÃO COMPLETA AQUI


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 12 de outubro de 2017 às 13:12:05
  • 12 de outubro de 2017 às 07:22:55

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