http://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2018/02/adevair-cabral.jpg

Cuiabá, quinta, 22 de fevereiro de 2018

VEJA VÍDEO

Ong Moral pede cassação e afastamento de Adevair Cabral

DA REDAÇÃO / MATO GROSSO MAIS

Divulgação

A coordenadora  da ONG Moral, Elda Marisa Valim, em entrevista ao SBT Comunidade, na manhã desta quinta-feira (8), disse que a ONG entrou com pedido de cassação do mandato do vereador Adevair Cabral (PSDB) e de afastamento do parlamentar da relatoria da CPI do Paletó, na Câmara de Vereadores da Capital.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do “Paletó” apura a conduta do prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), que foi flagrado recebendo maços de dinheiro enquanto deputado estadual, na sede do Governo do Estado, em 2014, do então chefe de gabinete Sílvio Corrêa.

“Uma testemunha importante, que estava no dia, no local dos fatos, ele declara que viu o prefeito entrando no gabinete do ex-governador Silval; ele declara isso, registrou em cartório, e essa testemunha tão importante pede pra faltar por motivo de viagem com a família?” indagou Elda.

A coordenadora diz ainda que, se fosse algo de urgência, a justificativa até seria aceitável, mas ‘viagem de família’ não. “Se fosse uma doença, ou tivesse internado, tudo bem você ter uma urgência.”

Adevair aceitou a própria justificativa, sozinho, sem se comunicar com os companheiros, e muito menos com a Câmara de Vereadores.

O documento de cassação do vereador será protocolado na Casa de Leis Municipal e em seguida encaminhado para a comissão de ética.

“Nós não temos legitimidade para pedir a cassação diretamente. O que nós estamos pedindo é que a própria Casa faça esse pedido. Estamos representando para que um vereador, ou aqueles vereadores, que têm legitimidade pra isso, entre com pedido; porque motivos existem muitos.” explicou a coordenadora.

“Se manter o Adevair, como é que vai ser depois na hora de ouvir o Silval Barbosa? Na hora de ouvir o Silvio? Será que vai ser desta mesma forma? Um requerimento de última hora, uma viagem, não vem…”

Segundo Elda, Adevair não tem condição ética de permanecer como relator da comissão. “Ele já demonstrou que não tem condição e a gente precisa que ele seja afastado. E o nosso pedido para o presidente Marcelo Bussiki é o afastamento.”

Pra finalizar, a coordenadora dá enfase na atitude de Adevair, que, ao invés de protocolizar um documento, alegando a ausência, apenas enviou por ‘WhatsApp’.

“Será que uma pessoa dessa tem condição de ser relatora de um processo tão importante que tenha a ver com a nossa cidade?” finalizou.

ENTENDA O CASO

Na véspera da oitiva da “CPI do Paletó”, na última quarta-feira (6), em que o ex-servidor do governo Valdecir Cardoso de Almeida prestaria depoimento, Adevair Cabral, relator da CPI, informou que havia recebido da testemunha um pedido de adiamento da sessão.

O pedido estava com data de 29 de janeiro de 2018 e foi entregue a Adevair em “circunstâncias não esclarecidas”, com a alegação de que Valdecir estaria em viagem.

O fato levantou suspeitas da oposição, que acusou a base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) de manobra para prejudicar a investigação.

Em razão disso, a CPI aprovou requerimento para pedir que a Justiça determine a condução coercitiva de Valdecir.

Valdecir Cardoso de Almeira, servidor da Assembleia Legislativa, foi o primeiro convocado a depor nas oitivas da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Paletó criada para investigar denúncia envolvendo o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

De acordo com a delação de Silvio César Correa Araujo, ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Valdecir foi o responsável por instalar a câmera que filmou os parlamentares recebendo dinheiro.

Os vídeos feitos no gabinete de Silvio foram divulgados na imprensa nacional em agosto de 2017. Os mesmos foram anexados à delação do ex-chefe de gabinete e de Silval.

Além de Valdecir, Allan Zanatta, Sílvio Corrêa e Silval Barbosa serão ouvidas pelos vereadores, este mês, na Câmara Municipal de Cuiabá.

O ex-governador revelou a convocação à Câmara em janeiro, declarando que irá comparecer para reafirmar tudo que disse em sua delação. Silval foi condenado a 13 anos e cumpre prisão domiciliar.

O segundo depoimento será do próprio Silvio César, no dia 16 de fevereiro. Também serão ouvidos o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta no dia 21 e Silval Barbosa no dia 23.

Conhecida como ‘CPI do Paletó’, a investigação foi instaurada no mês de novembro, porque Emanuel Pinheiro, quando deputado estadual, também apareceu no vídeo da delação de Silval.

O prefeito, que também aparece no vídeo recebendo dinheiro, não foi convocado para ser ouvido este mês, mas deve prestar esclarecimentos em março.

Segundo Emanuel, ele está avaliando se irá aceitar o convite dos vereadores, já que pretende esclarecer a acusação apenas na Justiça.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 8 de Fevereiro de 2018 às 18:34:35

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.