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Cuiabá, segunda, 23 de abril de 2018

FIASCO

Atraso em obra da ZPE coloca Governo em 'saia justa' para rescindir contrato com empreiteira

MATO GROSSO MAIS

Joner Campos

O Governo de Mato Grosso está numa verdadeira ‘sinuca de bico’ com a distante conclusão da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres (ZPE), obra aguardada há mais de 20 anos, sob a responsabilidade da empresa Primus Incorporação e Construção Ltda., de propriedade do empresário Robério Garcia, conhecido por Bérinho, e pai do deputado federal Fabio Garcia (DEM).

No detalhe, é possível ver Robério Garcia como um dos responsáveis pela obra. Foto: Divulgação.

A ZPE, orçada perto dos R$ 16 milhões, deu início no dia 6 de maio do ano passado, como mostra a foto abaixo o governador Pedro Taques assinando a ordem de serviço e lançando a pedra fundamental, considerada uma das mais importantes obras da gestão tucana.

De acordo com informações da Secretaria de Cidades, responsável por fiscalizar e licitar a obra, o contrato firmado com a construtora tem vigência até 2019, mas o contrato de execução vence no dia 31 de maio, e o Governo ainda não decidiu se rescinde o contrato com a construtora.

Com o ano eleitoral começando, as questões políticas podem pesar na decisão do Governo de rescindir ou não o contrato com a Primus, uma vez que, o filho do proprietário da construtora, deputado federal Fabio Garcia (DEM), assumiu o posto de presidente regional do Partido Democratas, partido esse que Taques pretende tentar uma aproximação para fortalecer seu projeto de reeleição.

A Zona de Processamento de Exportação de Cáceres é de responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a Sedec.

A previsão de entrega da ZPE é para maio deste ano, data limite estabelecida em contrato, mas a Secid acredita ser pouco provável que isso ocorra, já que a obra está muito longe do que prevê o cronograma, já que ela tem em torno de 10% concluída.

 

Fotos tiradas pelo jornalista Joner Campos, do site Cáceres Notícias, mostram como está a obra.

A ZPE está prevista para ser construída em uma área de 239,68 hectares, dividida em cinco módulos. O espaço terá capacidade de abrigar 230 indústrias, principalmente das áreas de agronegócio e alimentação.

Entre as obras previstas na primeira fase dos trabalhos estão o prédio administrativo da ZPE, um restaurante, o bloco da Receita Federal, um pátio de manobra, além da guarita principal de pedestre, guarita principal de veículos, guarita secundária de veículos e um galpão.

Também estão previstas a construção da rede de água, uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), drenagem, além de estações elétricas.

As ZPE’s são distritos industriais que possibilitam a comercialização de mercadorias com isenção fiscal.

A escolha de Cáceres para a construção da zona aduaneira deve-se à localização estratégica, que possibilita o transporte dos produtos via Oceano Pacífico.

Essa é a quarta obra em que a empresa Primus coloca em ‘xeque’ as promessas do governador Pedro Taques. O chefe do executivo dificilmente deve entregar a ZPE este ano e as três Escolas Técnicas que também estavam sob a responsabilidade da construtora, mas que por causa da demora na entrega, teve o contrato rescendido pela Secitec.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 13 de Abril de 2018 às 15:31:31
  • 13 de Abril de 2018 às 08:42:56

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