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Cuiabá, segunda, 23 de abril de 2018

ACIONADA PELA OAB/MT

Juíza divulga nota e rebate polêmica envolvendo difamações contra advogado

MARCOS SALESSE - DA REDAÇÃO

Reprodução

A juíza da 2ª vara criminal de Tangará da Serra, Anna Paula Gomes de Freitas, emitiu uma nota pública na manhã deste segunda-feira (16), onde rebateu a polêmica envolvendo uma publicação feita por ela, durante uma audiência, onde a magistrada aparece desdenhando, atacando e desqualificando a atuação de um profissional da advocacia.

Na nota, a magistrada afirma que tomou uma atitude de cidadã comum ao publicar nas suas redes sociais as imagens que viralizaram.

“Contudo, infelizmente, em data recente, a cidadã comum – que reclama da fila do banco ou de uma atitude de um semelhante – tomou o lugar da juíza. As declarações que postei na minha rede social (fechada, supostamente só para amigos) foram postas à população, aos magistrados e, principalmente, aos advogados em geral, e tomaram grandes proporções na mídia”, diz em nota.

Em um segundo momento, a juíza afirma que nunca teve a intenção de praticar qualquer ato de ironia, ou desrespeito com o trabalho do advogado, citado por ela nas publicações.

“Jamais tive a intenção de praticar qualquer ato de ironia, ou desrespeito para com quem quer que seja, principalmente, para com os advogados”, afirmou.

Por fim, Anna Paula diz que sentiu a necessidade de se retratar sobre o caso, por respeito à população e aos advogados.

“Em respeito à população e aos advogados, bem como pela Justiça, senti a necessidade dessa explicação, como uma forma de retratação”, concluiu.

Após a divulgação das imagens, onde a magistrada aparece difamando um advogado, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), por meio de seu presidente, Leonardo Campos, pediu para que a Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) inicie uma investigação para apurar a conduta da magistrada.

Leia a íntegra da nota:

Em outubro deste ano, completo 14 anos no pleno exercício da magistratura em Mato Grosso. Cargo que ocupo com honra, amor, dedicação e responsabilidade. Ao longo desses anos, atuei nas comarcas de Nova Canaã do Norte, Colíder, Alto Araguaia, Alta Floresta e, agora, em Tangará da Serra. Isto, sempre trilhando um trabalho sério em favor da população e do Estado e pautada no respeito com agentes que compõem o trâmite jurídico.

Contudo, infelizmente, em data recente, a cidadã comum – que reclama da fila do banco ou de uma atitude de um semelhante – tomou o lugar da juíza. As declarações que postei na minha rede social (fechada, supostamente só para amigos) foram postas à população, aos magistrados e, principalmente, aos advogados em geral, e tomaram grandes proporções na mídia.

Infelizmente, viralizou de forma equivocada, pois, jamais tive a intenção de praticar qualquer ato de ironia, ou desrespeito para com quem quer que seja, principalmente, para com os advogados.

A advocacia é uma profissão à qual servi, honrei e sempre respeitei e da qual tenho muito orgulho, pois, antes de Magistrada, fui advogada.

E é para os advogados que dedico este último trecho desta nota. Quem atuou comigo, nas cinco comarcas que citei, sabe do respeito, da isonomia e da seriedade com os quais sempre tratei a classe – que compreendo o importante papel que possuem diante da sociedade. Em respeito à população e aos advogados, bem como pela Justiça, senti a necessidade dessa explicação, como uma forma de retratação.”

*Sob supervisão do editor.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 16 de Abril de 2018 às 18:15:06

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