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Campanha Unimed Outubro
Cuiabá, quarta, 17 de outubro de 2018

RANKING DO SANEAMENTO

Saneamento básico de Cuiabá e VG é um dos piores do país

JOANICE DE DEUS / REPÓRTER DIÁRIO DE CUIABÁ

Reprodução

Os dois municípios de Mato Grosso avaliados no novo “Ranking do saneamento – 100 maiores cidades do Brasil”, Cuiabá e Várzea Grande não tiveram avanços ou sofreram pouca alteração nos indicadores de atendimento de água e esgoto prestado aos cuiabanos e várzea-grandenses. Enquanto a capital manteve o 67º lugar, o mesmo obtido em 2017, Várzea Grande saltou quatro posições: saiu da 93ª para a 89ª.

O levantamento foi feito em parceria com a GO Associados, com base em dados do Ministério das Cidades em seu Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) tendo como ano base 2016. No geral, os resultados indicam que os números nacionais avançam, mas pouco.

Ao permanecer na mesma posição do ranking, Cuiabá atende 98,13% da população, formada por 585.367 habitantes, com acesso a abastecimento de água e, apenas, 51,39% com sistema de esgoto. Em Várzea Grande, apesar do pequeno avanço, os indicadores são ainda piores. Por lá, 96,97% da população tem o fornecimento de água e, 29,73%, a rede de esgoto. Os municípios com indicadores mais positivos, são Cascavel (PR) 100%; Piracicaba (SP) 100%, Curitiba (PR) 99,99%, Londrina (PR) 99,99%, Maringá (PR) 99,99% e Ponta Grossa (PR) 99,99%.

Ainda, conforme a pesquisa, menos de 1/4 dos recursos arrecadados com os serviços foram reinvestidos nos serviços. O valor é muito próximo ao observado em 2015 (23,15%). O maior índice de investimento e/ou arrecadação no período foi Santarém-PA (566,22%) e o de menor Várzea Grande (0%). Neste caso, na capital mato-grossense o percentual é de 85,51%.

Segundo o Instituto Trata Brasil “o ranking tem sido fundamental para revelar a lentidão com que avançam os serviços de água, coleta e tratamento de esgotos no Brasil e constatou que a tão necessária universalização dos serviços não acontecerá sem um maior engajamento dos prestadores e do comprometimento dos governos federal, estaduais e municipais”.

“Uma preocupação que temos apontado há alguns anos é que as melhores cidades seguem avançando e nelas acontece a concentração d os maiores investimentos. O natural seria que as piores cidades estivessem investindo mais, então esse fenômeno separa ainda mais o Brasil em poucas cidades caminhando para a universalização e muitas paralisadas. Preocupa também a queda nos investimentos públicos para saneamento básico à medida que Governo Federal, estados e municípios sofrem com problemas fiscais”, disse Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

Na capital, à época do levantamento, os serviços eram de responsabilidade da CAB Cuiabá. A atual concessionária, a Águas Cuiabá, assumiu em agosto do ano passado. A Águas Cuiabá informou que, atualmente, empreende plano de investimentos que prevê a injeção de R$ 1,2 bilhão no saneamento da Capital num período de sete anos (2017 a 2024).

“Dentro desse contexto, importante obra será entregue hoje (ontem): a revitalização da ETA Central. Certa de que a gestão do saneamento de uma Capital tricentenária como Cuiabá é desafiadora, a concessionária vem empregando esforços técnicos e recursos humanos, financeiros e tecnológicos para a promoção de sensíveis avanços na rede de abastecimento de água e esgoto, perceptíveis à população”, informou. Responsável pelo abastecimento de 48 bairros, a estação leva água tratada a cerca de 100 mil famílias e recebeu, nesta fase, investimento superior a R$ 600 mil.

Já o assessor de gabinete da prefeitura de Várzea Grande, Manoel Tereza, informou que a administração municipal deu início a 1ª etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que vai levar para a população serviços de saneamento e infraestrutura. Com investimentos de R$ 22 milhões, uma estação de tratamento, no Bairro Santa Maria, irá atender 49 bairros num total de 38 mil habitantes. Com isso, de 70% a 72% da cidade terá coletado e tratado os seus dejetos.

Já a segunda etapa do PAC prevê outros R$ 58 milhões, recursos já aprovados pela Caixa, mas que ainda dependem da autorização do Ministério das Cidades para licitação. Além disso, está concluindo obras de esgoto, drenagem e pavimentação nos bairros Jardim Icaraí e Parque São João, beneficiando 3 mil famílias.

Quando à universalização da distribuição da água, Manoel Tereza informou a prefeitura apresentou projeto ao Ministério das Cidades para construção de um novo sistema visando reforçar o atual e que irá atender todo o município. O investimento da ordem de R$ 85 milhões prevê uma estação de tratamento na região do Trevo do Lagarto, região mais alta da cidade, que irá distribuir o liquido por meio da gravidade. “Vai solucionar o problema de água pelos próximos 32 anos”, afiançou.

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  • 20 de abril de 2018 às 08:31:26
  • 20 de abril de 2018 às 08:29:47

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