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Cuiabá, terça, 22 de maio de 2018

PRESO NA OPERAÇÃO BÔNUS

Ordem dos Advogados do Brasil de Mato Grosso diz que Assembleia Legislativa não tem poder soltar Mauro Savi

MATO GROSSO MAIS

Reprodução/Facebook

O secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil/MT – OAB/MT – Ulisses Rabaneda, disse, em entrevista ao Mato Grosso Mais, que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso não pode soltar o deputado estadual Mauro Savi (DEM) porque a prisão dele não foi em flagrante, mas por decisão do Poder Judiciário do Estado.

Savi só poderia ser solto em votação da ALMT se a prisão dele fosse em flagrante, o que não é o caso.

Segundo Rabaneda, neste caso, a soltura do parlamentar só poderá ocorrer caso a prisão seja revogada pelo próprio desembargador José Zuquim Nogueira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ou por instância superior, Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal.

A polêmica em torno da soltura de Mauro Savi ocorre porque a Procuradoria da Assembleia Legislativa deu parecer favorável para que os deputados possam votar a liberdade ou não do parlamentar.

Situação que chegou ao Ministério Público do Estado que requereu a Zuquim que proibisse o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Fausto Freitas, e o diretor do Centro de Custódia de Cuiabá, onde Savi se encontra preso há uma semana, de soltarem o deputado estadual. Caso os dois descumpram a decisão do desembargador podem ser presos por desobediência judicial.

Mauro Savi foi preso no dia 11 de maio durante a deflagração da Operação Bônus, segunda fase da Operação Bereré, feita pelo Naco e Gaeco.

A Bônus investiga uma organização criminosa formada por 40 pessoas, entre elas,  políticos, funcionários públicos e empresários que se utilizavam  do contrato da empresa EIG Mercados Ltda junto ao  Detran/MT para lavagem de dinheiro e recebimento de propina.

A Bônus também tem ligação com o resultado da análise dos documentos apreendidos na primeira fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

Dentre os principais nomes presos pela segunda fase da Operação Bereré estão também o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, o irmão dele, o advogado Pedro Zamar Taques e mais três pessoas.


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 16 de Maio de 2018 às 15:42:24

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