http://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2018/03/da8891c52e9b075adb9e7e246e02ff9e.jpg

Al Campanha Novembro
Cuiabá, segunda, 19 de novembro de 2018

EM RONDONÓPOLIS

MPE bloqueia mais de R$ 7 milhões em bens de dois ex-gestores do IMPRO e de Fundos de Investimento

CLÊNIA GORETH / REPÓRTER MPE-MT

MPE-MT

A Justiça acatou pedido de reconsideração efetuado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso e decretou, liminarmente, a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 7,6 milhões de dois gestores do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (IMPRO) e de Fundos de Investimento.

O grupo é acusado de promover danos ao erário municipal em razão da má aplicação em fundos administrados por duas empresas.

Todos os requeridos respondem a ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa, proposta pela 2ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de Rondonópolis em março deste ano.

O MPE argumenta que os investimentos realizados não foram regidos pelos princípios administrativos da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência administrativas. Relatório de auditoria efetuado pelo Departamento dos Regimes de Previdência do Ministério da Previdência Social, bem como relatório do Tribunal de Contas de Mato Grosso, apontou diversas irregularidades formais e descumpridoras de requisitos e exigências legais previstas na Lei 9.717/98 e Portaria MPS 204/2008.

“Os referidos investimentos eram de altíssimo risco, em contrariedade à legislação que preconiza que o dinheiro de institutos públicos de previdência podem ser investidos, mas em investimentos que ofereçam segurança e baixo risco de crédito”, diz a ação do MPE.

O Tribunal de Contas do Estado também julgou procedente denúncia (nº 213828-4/2014) efetuada contra os referidos gestores condenando-os ao ressarcimento ao erário de R$ 5.201.222,95 em função do prejuízo concreto constatado com as péssimas aplicações efetuados com a corretora.

“As condutas reveladas nesta demanda não são isoladas, uma vez que é público e notório que o Instituto Municipal de Previdência dos Servidores de Rondonópolis – IMPRO recentemente foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal – noticiado em vários sítios eletrônicos -, em princípio, diante de investigações decorrentes de aplicações em fundos sem lastros que causaram prejuízos, se não bastasse as alegações que constam nos autos da Ação Cívil Pública – Processo n. 3501-82.2014.811.0003 -, que revelam que o mesmo diretor executivo comprou títulos públicos federais acima do preço de mercado e os vendeu abaixo d o preço, em cadeia de negócios lesivos que chegou ao patamar de R$ 2.557.758,54”, diz um trecho da decisão liminar.

Veja Mais


ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 12 de junho de 2018 às 14:03:26

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *