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Cuiabá, domingo, 18 de novembro de 2018

TRATAMENTO ALTERNATIVO

Especialista vem à CST e apresenta trabalhos sobre técnica de Reac

MARIANA NASCIMENTO TEZOLIN / REPÓRTER ALMT

Fablicio Rodrigues / ALMT

Na tarde dessa segunda-feira (9), a Câmara Setorial Temática (CST) criada para discutir e promover levantamentos técnicos, estudos, pesquisas e análises para apurar os benefícios da aplicação de terapias de bioestimulação e neuroestimulação em contextos de fragilidade socioeconômica e cultural recebeu o médico italiano Salvatore Rinaldi. Especialista em medicina desportiva, ele apresentou o estudo com diversos cases de sucesso no tratamento de pacientes com a terapia de modulação cerebral. Sobre a segurança do tratamento, Salvatori afiançou que o número de estudos já publicados e aceitos pela classe médica internacional asseguram a segurança desse processo terapêutico, conhecido como Reac.

Segundo o médico, “são particularmente úteis em todos os distúrbios psiquiátricos e comportamentais. Não tem objetivo de substituir os fármacos quando necessários, mas podem seguramente suportar ou reduzir a necessidade de utilização deles”, destacou Salvatore.

Sobre o debate em Mato Grosso, o médico se mostrou maravilhado com a possibilidade. “Magnífico, estou comovido. Me comove ter a sensibilidade política de debater e oferecer uma terapia que pode ajudar muitas pessoas em dificuldades”, disse o especialista em medicina desportiva. Já o autor da CST, deputado Oscar Bezerra avaliou positivamente. “É uma honra receber este nível de especialista e poder debater uma tecnologia alternativa”.

De acordo com Bezerra, a meta é, ao fim dos trabalhos,  enviar relatório aos órgãos estadual e federal e à bancada mato-grossense no Congresso Nacional, no intuito de incluir a técnica, que hoje é restrita a pacientes com recursos financeiros para o tratamento, aos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) à população em geral. “Foi um debate importante  porque o resultado futuro vai ajudar pacientes em Mato Grosso e no país, melhorando a qualidade de vida da população”.

Reac é uma sigla em inglês que significa Radio Electric Asymmetric Conveyer . Os estudos prometem reequilibrar o cérebro e, em consequência, as funções do corpo. Sua função é melhorar as frequências cerebrais, que comandam a saúde de todo o organismo, inclusive o funcionamento da mente. Sobre a aplicação, no entanto, Salvatore explicou que é necessário que o profissional tenha, além dessa técnica e dos aparelhos, conhecimento médico-científico sobre o problema a ser tratado. Em resposta a uma mãe de filho autista, por exemplo, ele respondeu : “os protocolos são úteis, mas é necessário competência médica específica, neste caso sobre o espectro autista”, justificou.

A médica Amélia Matuoka já utiliza a técnica em pacientes no Brasil e em Mato Grosso, com resultados positivos em diversas patologias. Segundo ela, “as respostas são positivas, mas individuais, metabólicas e que resultam em dados individualizados sobre o resultado da técnica, mas podemos assegurar que o meio epigenético  tem influência forte na qualidade de vida e nas patologias desses pacientes, observando-se uma evolução de todo o quadro do paciente com otimização dos sistemas”, explicou. Matuoka, em companhia da fisioterapeuta Sandra Lima da Silva, citou um caso de uma paciente vítima de AVC que, após oito meses de uso da técnica, voltou a mexer a cabeça nos dois sentidos, direita e esquerda, e a sentar-se em modo “buda”. “Um grande avanço, quando a grande maioria não alcança esses patamares de melhorias, segundo elas.

Epigenética consiste nas modificações das funções genéticas que são herdadas, mas que por sua vez não alteram a sequência do DNA do indivíduo. Ou seja, representa as variações não genéticas que são transmitidas de uma geração para outra. Como todas as células do corpo contêm os mesmos genes, a epigenética serve como meio de controle das funções de cada gene, de acordo com a célula.

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  • 10 de julho de 2018 às 11:25:43

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