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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, domingo, 18 de novembro de 2018

CUIDADOS

IMAmt alerta para crescente resistência de Helicoverpa armigera

VIVIANE PETROLI / MATO GROSSO AGRO

Gcom-MT

Estudo realizado por especialistas do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e instituições parceiras revelam uma crescente resistência de Helicoverpa armigera às proteínas presentes em plantas com a tecnologia Bt de algodoeiro. As análises constam na Circular Técnica nº 35 divulgada recentemente pelo IMAmt.

A Circular Técnica (clique aqui) é assinada pelos pesquisadores Jacob Crosariol Netto, Guilherme Gomes Rolim, Leonardo Scoz e Erica Soares Martins, todos do IMAmt; pelo pesquisador Rafael Major Pitta da Embrapa Agrossilvipastoril e pela professora Daniela de Lima Viana da Universidade de Cuiabá.

Segundo os pesquisadores, talvez seja o primeiro relato oficial de ocorrência de lagartas da Helicoverpa armigera provocando danos em cultivar de algodão com expressão de proteínas inseticidas.

“Até a safra 2012/13, H. armigera era considerada uma espécie exótica no Brasil, porém a partir desse ano-safra ela passou a fazer parte do complexo de pragas do algodoeiro no país, causando grandes prejuízos financeiros aos produtores. Essa praga é considerada uma das mais importantes da agricultura mundial devido à sua elevada mobilidade, fecundidade e hábito alimentar, associado à sua capacidade de atacar grande número de hospedeiros, entre outros fatores”, pontuam os especialistas.

Os pesquisadores destacam ainda que até a safra 2015/2016 o controle da Helicoverpa armigera por meio do uso de plantas Bt foi eficiente. Contudo, na safra seguinte constatou-se uma população de indivíduos dessa espécie na região de Primavera do Leste, com sobrevivência de 40% das lagartas. O relatório aponta ainda que na safra 2017/2018 lagartas semelhantes foram encontradas na região de Campo Verde, comprovando desta forma o crescimento de indivíduos resistentes.

Os autores da Circular Técnica nº 35 apontam ainda para a necessidade de adoção de áreas de refúgio, de preferência, planejadas, em parceria com os vizinhos de propriedade, visando prolongar a vida útil de tecnologias que ainda apresentam eficiência no controle de H. armigera.

Hoje, Mato Grosso é responsável por cerca de 65% da produção de algodão brasileira, sendo 85% dessa produção de segunda safra.

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  • 17 de agosto de 2018 às 16:57:37

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