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Cuiabá, quarta, 19 de setembro de 2018

CHAPADA DOS GUIMARÃES

Elefantes recuperados completam 2 anos em santuário

AGÊNCIA EFE

Reprodução

Elefantes maltratados em circos e zoológicos completaram dois anos no primeiro santuário sul-americano que acolhe exemplares da espécie e que fica no parque natural Chapada dos Guimarães, um ecossistema que remete ao habitat destes mamíferos nas savanas africanas e asiáticas.

“Somos o primeiro da América do Sul com o objetivo de proporcionar bem-estar aos elefantes que passaram sua vida em pequenos recintos de cativeiro”, afirmou à Agência Efe Junia Machado, que presidiu a ONG encarregada do Santuário de Elefantes Brasil (SEB) até julho deste ano.

O parque natural Chapada dos Guimarães, na cidade homônima de Mato Grosso, oferece aos elefantes “um amplo espaço em ambiente natural, a companhia de outros animais e cuidados veterinários”.

“Aqui eles podem voltar a se comportar como elefantes, depois de terem sido retirados das suas famílias quando eram filhotes na Ásia e na África e trazidos para o nosso continente, para viver em espaços totalmente inadequados para essas espécies”, relatou Junia.

O SEB começou a funcionar em uma antiga fazenda criadora de gado de mais de 1.100 hectares de colinas e pequenos vales, com savanas e encostas que contam ainda com o pasto que foi plantado para alimentar o rebanho bovino que era criado nesse lugar.

Além disso, o santuário tem nascedouros de água, um riacho, vegetação diversificada e um clima ideal, com temperaturas mínimas e máxima similares aos seus lugares de origem e propícias para acolher os elefantes.

O santuário, dividido em cinco setores, está cercado no seu perímetro com tubos de aço, sem sistema elétrico ou arame farpado que possam ferir os animais e permitem que outras espécies da vida silvestre possam interagir no mesmo ecossistema.

Maia e Guida, as primeiras elefantas que chegaram ao santuário, são de origem asiática e têm, respectivamente, 46 e 44 anos.

As duas elefantas completarão em outubro dois anos no SEB depois de quase quatro décadas de trabalho forçado em circos e, de acordo com Junia, sua “transformação física e emocional” durante a sua estadia na nova morada é “notável”.

“Elas abraçaram suas novas vidas, deixando o passado para trás, e agora poderão receber e dar apoio aos novos residentes”, comentou a especialista em alusão aos sete elefantes que são esperados no santuário.

Depois de Maia e Guida, o SEB espera por Ramba, de 50 anos de idade e que virá do Parque Safári, em Rancagua, no Chile, aonde chegou depois de ser resgatada.

Ramba já recebeu a autorização das autoridades brasileiras e deverá ser transportada de avião até Brasília e depois por via terrestre até o SEB. Outros seis animais esperam as respectivas autorizações na Argentina.

A fase final em construção do SEB, que se sustenta com doações de voluntários e patrocinadores internacionais sob a condução da Global Sanctuary for Elephants (GSE) e ElephantVoices, será destinada aos machos africanos, os maiores mamíferos terrestres do planeta.

Essas organizações mundiais lutam para preservar a espécie e diminuir os riscos de extinção, depois de a população de elefantes africanos cair 96%, e alertar sobre o desequilíbrio ambiental, como consequência da busca do cobiçado marfim das suas presas.

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