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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, quinta, 15 de novembro de 2018

CPI DA SAÚDE

Vereador Abilio Junior pede exoneração de secretário de Saúde

ASSESSORIA

SECOM
Presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, vereador Abilio Junior (PSC) sugeriu à Presidência da Câmara de Cuiabá, que envie documento à Prefeitura de Cuiabá recomendando a exoneração do secretário Municipal de Saúde, Huark Douglas Correia. A recomendação foi feita durante a sessão ordinária conjunta realizada nesta terça-feira (04), no Plenário da Câmara, um dia após o parlamentar ter acesso a documentos que apontam atos que podem configurar crime de improbidade administrativa supostamente praticado por Huark.
 
Segundo Abilio, após uma fiscalização realizada nessa segunda-feira (03-09) ao Hospital São Benedito, juntamente com o vereador Diego Guimarães (PP), foi possível ter acesso a documentos que comprovariam que o atual secretário de Saúde teria firmado um contrato de prestação de serviço entre Hospital Municipal São Benedito e a empresa PróClin, da qual, por meio de uma procuração, figura por como representante. Ao todo, já teriam sido pagos mais de R$ 10 milhões para a instituição.
 
De acordo com os documentos obtidos pelos vereadores, em março de 2015 o médico Luciano Correia Ribeiro, da Sociedade Mato-grossense de Assistência em Medicina Interna registrou em cartório uma procuração para Huark atuar em nome da empresa, dando a ele plenos poderes junto a repartições públicas, bancárias e judiciais, tendo autonomia para, por exemplo, autorizar compra e venda de imóveis, realizar transferência de ações de mercado, contratação de empresa e servidores, dentre outros.
 
“Configura claramente um conflito muito grande de interesse. É uma situação bastante grave, em que um ordenador de despesa é responsável pelo pagamento na ordem de mais de R$ 10 milhões a uma empresa da qual ele configura como representante. É inconcebível essa situação, por isso pedimos hoje que ele seja exonerado da pasta”, disse Abilio.
 
Conforme o vereador Diego, ao final da tarde desta terça-feira, os documentos seriam entregues aos demais órgãos de fiscalização e controle externo. “Ainda hoje vamos ao Ministério Público, Corregedoria Geral do Município e também da própria Secretaria de Saúde para protocolarmos os documentos que atestam tal situação. São indícios graves. É claro que temos que dar direito ao contraditório, mas temos que tomar uma medida imediata. Porque a cada dia que passa essa empresa fica lá e recebendo do município”, disse Guimarães.
 
Colaborador da CPI da Saúde, o vereador Felipe Wellaton (PV) reforçou sobre a gravidade da denúncia. “São mais de R$ 10 milhões que saíram da Secretaria de Saúde para a empresa que tem como procurador o próprio secretário. Essa simbiose entre interesses privados e saúde pública não pode existir, o interesse público tem que ser levado a sério”, enfatizou, cobrando uma atitude do prefeito da capital. “Estamos tornando a denúncia pública, diante disso o chefe do Executivo precisa agir e tomar medidas para esclarecer este caso”, finalizou Wellaton.

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