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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, sábado, 17 de novembro de 2018

ELA QUER 32 SEGUNDOS

MPE defende que Selma tenha apenas 7 segundos para propaganda na TV

KARINE MIRANDA DO GD

Ednilson Aguiar

O Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou contrariamente ao pedido da juíza aposentada e candidata ao Senado, Selma Arruda (PSL), que quer aumentar seu tempo de propaganda eleitoral na televisão. Para o MPE, Selma deve permanecer com 7 segundos.

A manifestação consta na petição protocolada por Selma Arruda, em representação que ela propôs contra a Coligação Segue em Frente Mato Grosso, encabeçada pelo governador Pedro Taques (PSDB), candidato à reeleição, e que tem o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) como candidato ao Senado.

Selma recorreu à Justiça Eleitoral após afirmar ter sido “boicotada” por Leitão. Ao romper com a coligação, ela teve seu programa eleitoral, que havia passado a ser de 32 segundos, excluído do horário eleitoral.

Selma acreditava que deveria ter o mesmo espaço que Leitão e decidiu abandonar a chapa. Após isso, a coligação decidiu que Selma ficaria apenas com sete segundos, enquanto Nilson Leitão fica com 92 segundos.

Em razão disso, Selma solicitou à Justiça Eleitoral que fosse desconsiderada a ata assinada pelo presidente regional do PSL, deputado federal Vitório Galli, na qual foi acordada essa nova divisão de tempo entre os candidatos.

A candidata afirmou ainda que teria rompido com a coligação em razão de seu então colega de chapa, Nilson Leitão, ter pedido voto para o candidato Jayme Campos da coligação de oposição “Pra Mudar Mato Grosso”. O ato ocorreu em evento político no dia 12 de setembro.

Ao analisar o caso, o procurador Regional Eleitoral, Ricardo Pael Ardengui, apontou que o próprio Vitório Galli assinou uma declaração desmentindo Selma e dizendo que concorda com as mudanças do tempo de televisão.

“O grave vício alegado pela representante, este sim capaz de afastar o entendimento exposto anteriormente pelo MPE, não foi comprovado. Ao contrário! Não há, portanto, razões para se alterar o entendimento já consignado neste feito”, afirmou o procurador.

Já sobre o pedido de votos por parte de Leitão, o procurador afirmou que o fato “não merece, respeitosamente, maiores considerações”. Com a emissão do parecer, caberá ao juiz eleitoral Jackson Francisco Coleta Coutinho decidir sobre o caso.

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