http://matogrossomais.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_8044_Lar-e1539208161405.jpg

Campanha Conciliação Prefeitura Out/18
Cuiabá, quarta, 17 de outubro de 2018

Mãe denuncia funcionária de creche por maltratar filho de 5 anos

Jana Pessôa

A universitária Thalyssa Amorim de Arruda, 30, moradora do bairro CPA 2, em Cuiabá, denunciou uma auxiliar de desenvolvimento infantil (ADI) da Creche Estadual Maria Eunice Duarte de Barros, localizada no Centro Político Administrativo da Capital, por maus-tratos ao filho de 5 anos. Benjamim Amorim chegou em casa com um ferimento interno na boca, após ter a cabeça forçada contra o colchão na hora de dormir.

Conforme a denúncia, a agressão foi praticada no dia 2 de setembro. No entanto, a mãe só registrou o caso pela internet na última segunda-feira (8). Em seguida, procurou a ajuda do Conselho Tutelar para acompanhar a situação.

Ao GD ela afirmou que soube da situação no final do dia, quando o filho chegou em casa e mostrou a boca machucada. Segundo a mãe, o menino disse ter sido a “professora” e admitiu que na hora de dormir, durante a tarde, estava fazendo barulho e bagunça, momento em que a professora empurrou a cabeça do garoto no colchão para força-lo a dormir.

A mãe relata que imediatamente contatou a coordenação da creche através do WhatsApp e marcou uma reunião para o dia seguinte. Thalyssa conta que junto a uma psicóloga, a coordenadora disse ter avaliado o comportamento do aluno com a profissional da educação e afirmou que estava “tudo bem”.

Além disso, a coordenação alegou que não poderia fazer nada quanto à professora porque ela exercia o cargo de ADI e por isso não poderia ser mandada embora, nem mudada de sala. Por fim, segundo Thalyssa, a coordenadora afirmou que a auxiliar seria advertida. O pai da criança, também foi até a escola solicitar imagens da câmera de segurança e informações sobre a profissional, mas não teve acesso. Foi informado que a ação da professora “não foi intencional”.

Somente após uma reação de desespero do filho, que a mãe denunciou o caso. “Ele tinha ido numa festinha da escola e no sábado (6) fui ver as fotos, mas ele pediu para que eu não visse para não brigar com a professora porque ele não queria que ela fosse presa. Fiquei indignada com a situação, porque nunca conversei ou falei nada do tipo para ele, nem perto dele. Para ele ter falado uma coisa dessa, no mínimo ouviu isso de alguém”, acredita.

Thalyssa tem outro filho, um bebê de apenas um mês, e relata que o filho mais velho nunca foi agressivo até então. Porém,  nos últimos dias tem se comportado diferente, agredindo outras crianças. “Ele sempre tentava chamar a atenção, mas tenho sido informada que ele está batendo e mordendo outras crianças, coisa que ele nunca tinha feito”, afirma.

Apesar do ocorrido, Thalyssa não pretende tirar o filho da creche. “Me decepciona saber que parece que eles queriam abafar o caso e deixar de lado. Conheço meu filho, mas não justifica ela tocar o dedo no meu filho a ponto de machucá-lo. Quero que mandem ela embora porque não tem condições psicológicas para cuidar de uma sala de aula. Não é meu filho quem tem que mudar de lugar é ela”, finaliza.

Outro lado

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação afirma que a servidora foi remanejada da função de auxiliar de desenvolvimento infantil para fazer outras atividades na creche e o aluno está sendo acompanhado por uma psicóloga. Sobre os maus-tratos, a secretaria informou que o caso será investigado através de um procedimento administrativo

 

Veja nota na íntegra:

A Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc) informa que a gestão da Creche Estadual Maria Eunice Duarte Barros está tomando todas as medidas necessárias para o esclarecimento do fato.

No primeiro momento, a servidora, que atua como Auxiliar de Desenvolvimento Infantil (ADI), foi afastada da função que exercia, sendo remanejada para executar outras tarefas na unidade.

O aluno está sendo acompanhado pela psicóloga da creche. O Conselho Tutelar também foi acionado e está tomando as medidas necessárias.

A Secretaria Adjunta de Gestão Escolar e Inovação ressalta que um procedimento administrativo para apurar o caso será aberto.

Veja Mais


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *