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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, segunda, 19 de novembro de 2018

Hora de planejar o fim e início de ano

Divulgação

Fim de ano é tempo de ganhos, gastos extras e neste ano incertezas com a corrida eleitoral. Mas, independentemente dessas situações, algumas coisas permanecem iguais em todos os anos: euforia das comemorações, a correria para encontrar o presente ideal para parentes e amigos e o sonho de viajar, que podem ser comprometidos quando falta planejamento financeiro. Além de todas essas despesas, o ano novo também traz velhas conhecidas, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, entre outras.

Por isso, este é o momento ideal para fazer uma verdadeira “faxina” financeira no orçamento, com o objetivo de diagnosticar a atual situação das suas contas e decidir o que fazer no ano que vem.

Pensando nisso, preparei algumas orientações que devem ser levadas em conta nesse período:

Compras

No fim de ano as oportunidades de compra aumentam muito, consequentemente o desejo e o risco de comprar por impulso também, portanto antes de comprar, faça algumas perguntas para si mesmo: estou comprando por necessidade real ou movido(a) por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima? Se não comprar isso hoje, o que acontecerá? Tenho dinheiro para comprar à vista? Se comprar a prazo, terei o valor das parcelas? O acúmulo de parcelas colocará em risco a realização dos sonhos que priorizei com a família?

Além disso, por mais que pareça difícil, com planejamento dá para comprar à vista tudo aquilo que deseja. Quem poupa dinheiro e pesquisa o melhor preço, paga menos e tem grandes chances de conseguir bons descontos. Lembre-se, as prestações também são formas de endividamento.

Outro ponto a ser levado em consideração na hora das compras de fim de ano é pedir descontos, pechinchar. Muitos têm vergonha de negociar, mas não há problema nenhum em buscar o melhor preço. Se um produto custa mil reais e pode ser parcelado em 10 vezes de 100 reais, certamente à vista custará de 10% a 20% menos.

13º salário

O 13º salário é uma renda-extra bastante esperada pelos brasileiros, mas deve ser utilizado com sabedoria. Muitos utilizam o benefício para cobrir o seu desequilíbrio financeiro e outros até recorrem aos bancos que oferecem a antecipação desse recurso como uma forma de empréstimo, para conseguir quitar dívidas ou amenizá-las.

Quem utiliza o 13º salário para esse fim combate apenas os efeitos do endividamento, e não a causa. Com essa atitude, só estará mascarando o real e verdadeiro problema, que é a ausência de educação financeira em toda família. O pagamento das dívidas contraídas precisa ser feito com o próprio salário, e se houver dificuldades é necessária uma redução de gastos. 

Em todos esses anos de experiência, vejo que a grande maioria das pessoas que estão nessa situação não respeita o seu próprio padrão de vida.

IPVA e IPTU

Dois dos gastos que mais desequilibram a vida financeira dos brasileiros são o IPVA e o IPTU, mas não precisa ser assim. Não programar esses pagamentos com antecedência é o maior erro.

Mas uma das dúvidas mais comuns em relação ao IPTU e ao IPVA é sobre a condição de pagamento: é melhor pagar à vista ou a prazo? Antes de ter essa resposta, é preciso saber em que situação financeira você se encontra: endividado, equilibrado financeiramente ou investidor. 

Se for a primeira ou segunda opção, dificilmente conseguirá fazer o pagamento à vista, restando o caminho do parcelamento. Lembrando que se deve evitar ao máximo recorrer a empréstimos, limites do cheque especial ou qualquer outra maneira de crédito do mercado financeiro, pois isso apenas se tornaria uma bola de neve, devido aos juros altíssimos cobrados.

Agora, caso a situação financeira esteja mais confortável, sendo investidor, recomendo, sem dúvida nenhuma que o pagamento seja feito à vista, já que obterá 3% de desconto no IPVA e 6%, em média, no IPTU. Mas é importante
ficar atento aos compromissos futuros; muitas pessoas se deixam levar pelo bom desconto e acabam esquecendo que haverá outras contas a serem pagas naquele mesmo mês ou nos próximos. De que adianta pagar à vista e conseguir desconto em uma despesa e não ter dinheiro suficiente para quitar as outras?

Isso nos leva a outro importante aspecto da educação financeira: ter uma reserva financeira, o que evita problemas como esse e nos deixa mais seguros, em caso de imprevistos.

Planejamento é um dos preceitos fundamentais da educação financeira, portanto o quanto antes começar, melhor. As contas de fim e início de ano sempre irão existir, mas tendo em mente o quanto elas representam no orçamento e se preparando com antecedência, elas podem deixar de ser vilãs e assim você poderá ter uma vida financeira muito mais saudável e organizada.

Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin – www.abefin.org.br) e da DSOP Educação Financeira (www.dsop.com.br). 

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  • 17 de outubro de 2018 às 16:30:20

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