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Cuiabá, sábado, 17 de novembro de 2018

NEOPOTISMO

Ex-vereador é proibido de trabalhar no mesmo gabinete que pai na Assembleia Legislativa

G1

Reprodução

A desembargadora Maria Erotides Kneip, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), manteve a condenação que proibiu o ex-vereador Ralf Leite, de 34 anos, de trabalhar no mesmo gabinete do pai dele na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

Ralf teve o mandato cassado em 2009 após ser flagrado com uma travesti menor de idade em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

A decisão é do dia 8 de outubro. O G1 não localizou a defesa do ex-vereador.

Leite foi condenado por nepotismo em 2017 pela juíza Celia Regina Vidotti, da Vara Especializada Ação Civil Pública e Ação Popular. Naquela decisão, a Justiça suspendeu os direitos políticos dele por três anos, além de ser proibido de ter contato com o Poder Público.

Desde então Ralf recorria da decisão na Justiça. Consta na denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) que Ralf e o pai dele, Edson Leite da Silva, em 2015, trabalhavam diretamente para o deputado estadual, à época, Pery Taborelli, que é coronel aposentado da Polícia Militar.

Tanto ele quanto o pai ocupavam cargos comissionados. Ralf Leite foi solicitado a trabalhar no gabinete do deputado na mesma ocasião em que o pai dele exercia o cargo de chefia no órgão.

Leite declarou, naquele ano, que não tinha relação familiar ou parentesco com nenhuma pessoa da ALMT.

Kneip negou o recurso da defesa e manteve a decisão de Vidotti.

Ralf Leite

Ralf teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Cuiabá em 2009 após ser flagrado com uma travesti menor de idade em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Ele foi afastado seis meses depois de ser investigado pela Comissão de Ética do Legislativo. Foi absolvido parcialmente pelo juiz criminal Luiz Tadeu Rodrigues, de Várzea Grande, dos crimes de exploração sexual, corrupção ativa e fraude de documentação.

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  • 22 de outubro de 2018 às 15:18:55

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