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Cuiabá, segunda, 19 de novembro de 2018

Empresário, ser ou não ser? Eis a questão!

Gilmar Hernandes

Arquivo Pessoal

Ser dono do próprio negócio, trabalhar para si mesmo, ser empresário! Este, com certeza, é o sonho de nove em cada dez pessoas que conheço. Muitos têm milhares de ideias todos os dias, mas nenhuma saiu do papel. Alguns tiveram êxito e hoje colhem frutos do sucesso. Outros, já se arriscaram, mas, infelizmente, voltaram a ser assalariados e desistiram do sonho. Abrir empresa virou hobby!

Na maioria dos casos, provavelmente foram ‘infectados pelo vírus’ totalmente espalhado aos quatro cantos do Brasil: o empreendedorismo. Empreender virou sinônimo de ser empresário, o que não é necessariamente uma verdade. Empreendedorismo virou moda, e ainda, sinônimo de risco, o que também é totalmente errado. E mais, “ser empreendedor é fácil, é só saber mexer em planilhas eletrônicas”. Grande engano.

Na minha visão, ser empreendedor é estar sempre incomodado com o lugar comum, o mais do mesmo, a rotina do dia a dia. Você pode ser empreendedor no seu trabalho, com carteira assinada e tudo mais, na faculdade, na escola, nas atividades do lar, etc. Empreender não significa ter que abrir uma empresa. Porém, caso queira, tudo bem. Contudo, antes de fazê-la, você tem que saber se está pronto para ser um empresário.

Ao abrir uma empresa, oriunda de uma grande ideia ou grande experiência, seria como se você fosse o gerente de operações da empresa. Até aí tudo bem, pois “são os olhos do dono que engordam o gado”. Mas é exatamente agora que começa o problema. Fazer, vender, comprar não é tão difícil, pois são atividades operacionais, exigem experiência, não precisam de muito planejamento, já que o empreendedor sabe tudo do negócio dele. Mas administrar, gerir esses recursos são ações que passam longe do papel do empreendedor iniciante.

Agora, quando o empreendedor detém esse conhecimento, de gestão e administração, é que ele pode se tornar um empresário de verdade. Lidar com clientes, fornecedores, contatos, reuniões, tudo isso é o papel de um empresário, que muitas vezes não pode e nem deve se envolver na operação da empresa.

Caso o empreendedor não esteja disposto a se comprometer com estas funções, e também não pode investir em um profissional que cuide com eficiência destas atividades, é a hora de contratar um bom consultor, que é um profissional capacitado e poderá cuidar da gestão de sua empresa, deixando o empreendedor apenas a cuidar da área operacional, ocupação principal. 

Bruno Silva é sócio consultor da CBI Gestão & Negócios, especializada em consultoria e gestão de micro e pequenas empresas

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  • 5 de novembro de 2018 às 11:03:54

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