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Cuiabá, sábado, 17 de novembro de 2018

OPERADOR DE GRAMPOS

Cabo acusado de violar tornozeleira pode sair da cadeia nesta terça

REPÓRTER MT

Alair Ribeiro

O cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Júnior será julgado nesta terça-feira (6) com relação à violação de medidas cautelares impostas contra ele pela Justiça. Apesar de estar proibido de sair de casa no período noturno, Gerson foi à casa de shows Malcom Pub, em Cuiabá, no dia 30 de agosto – ele confessou e terminou preso.

Gerson confessou ter feito parte de um suposto esquema de interceptações telefônicas ilegais contra adversários políticos e pessoas de interesse do governador Pedro Taques (PSDB) e de seu primo e ex-secretário-chefe da Casa Civil Paulo Taques. O cabo contou à Justiça ter operado os grampos com ajuda de outros militares com o suporte financeiro do ex-secretário.

O policial ficou preso durante nove meses pelo envolvimento no caso e conseguiu liberdade em março deste ano. Mas foi preso novamente em outubro por violar as medidas cautelares impostas pelo juízo da 11ª Vara Militar de Cuiabá.

Nesta terça-feira, Gerson será julgado por um conselho formado pelos juízes militares e coronéis da reserva Elierson Metello de Siqueira, Valdemir Benedito Barbosa, Luiz Claudio Monteiro da Silva, Renato Antunes da Silveira Junior, além do juiz Murilo Moura Mesquita, responsável pelo caso. Eles decidirão sobre a necessidade de manutenção da prisão do cabo. A audiência está marcada para as 13h30.

O cabo justificou a ida à casa de shows por uma suposta briga com sua esposa.

“Foi uma ríspida discussão familiar ocorrido com sua esposa horas antes na residência do casal, e que culminou com a ida dela naquele estabelecimento, sem portar qualquer documentação e sem dinheiro, totalmente despontada e com nervos à flor da pele”, disse a defesa no documento em que pedia para que o cabo não fosse preso novamente.

Grampos telefônicos

O esquema de grampos teria sido realizado entre o período eleitoral de 2014 e o final de 2016. A deputada estadual Janaina Riva (MDB), o advogado eleitoral José do Patrocínio, o desembargador aposentador José Ferreira Leite, o jornalista José Marcondes “Muvuca”, a publicitária Tatiana Sangalli, entre outros, tiveram seus números de telefone incluídos indevidamente em operações policiais que investigavam crimes como o tráfico de drogas.

Os militares supostamente envolvidos são julgados na 11ª Vara Militar de Cuiabá. São réus no processo os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Januário Antônio Batista e o cabo Gerson.

O governador Pedro Taques é julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na semana passada, o ministro Mauro Campbell Marques desmembrou o processo, que ainda tinha como réus o ex-secretário de Segurança Pública Rogers Jarbas, o major Michel Ferronato, a esposa de Lesco, Hellen Lesco, e o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos coronel PM Airton Siqueira Batista.

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 6 de novembro de 2018 às 13:48:24
  • 6 de novembro de 2018 às 13:00:00

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