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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, sábado, 17 de novembro de 2018

CORRUPTO CONFESSO

Antes de delatar, Alan Malouf pediu contratos e indenização de R$ 150 milhões a Taques

REPÓRTER MT

Reprodução/Repórter MT

Três semanas após a colaboração premiada de Alan Malouf ter o sigilo levantado, o vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Wilson Santos (PSDB) afirmou que o empresário e sua família tentaram fazer negócios com a gestão Pedro Taques (PSDB) e receber uma indenização de R$ 150 milhões, mas não obteve êxito.

“O empresário Alan Malouf tentou fazer vários negócios com o Governo Pedro Taques. Sabem quantos negócios ele conseguiu fazer com o Pedro? Nenhum, zero”, garantiu durante a sessão vespertina de terça-feira (06).

O tucano conta que, inicialmente, o empresário e sua família tentaram contrato para o fornecimento de alimentação para os presídios do Estado por meio da empresa Novo Sabor em licitação na modalidade pregão.

“Naquele momento o Governo ofertou mais de 50 lotes para diversas cadeias, presídios e delegacias de Polícia. O grupo Malouf através do restaurante Novo Sabor concorreu em sete lotes. O grupo não tinha interesse em fornecer alimentação lá em Água Boa, em Alta Floresta ou Aripuanã, concorreu basicamente aqui na baixada Cuiabana. Malouf perdeu em todos os lotes, não venceu nenhum”, explicou.

Depois relatou que o empresário tentou concorrer a uma licitação para prestar serviços de buffet para o Governo, mas, mesmo sendo concorrente único, a empresa foi reprovada.

“O Leila Malouf também concorreu como único para prestar serviços de buffet nas diversas áreas do Governo. O Estado fez a licitação também na modalidade pregão em dezembro de 2016, mesmo como concorrente único o buffet foi reprovado. Por quê? Porque o Estado inabilitou a empresa por não ter atestado de capacidade técnica”, disse.

A terceira tentativa de Alan Malouf foi tentar emplacar negócios no Governo com a agência de publicidade de sua irmã, Adel Malouf. 

“A licitação que o Governo Pedro Taques fez foi disputada por 22 agências de Mato Grosso e do Brasil e apenas cinco seriam contratadas. A empresa Mercatto foi classificada em nono lugar e fez um recurso administrativo, devidamente analisado e reconhecido em alguns aspectos, e acabou reclassificada de nono para sétimo lugar, mesmo assim, não ficou entre as cinco vencedoras”, relatou.

Indenização

O tucano ainda contou que a família do empresário tentaram receber uma indenização de R$ 150 milhões referente a um imóvel em Barra do Garças (521 km de Cuiabá).

“Nesta quarta tentativa de negócios, o empresário e sua família tentaram receber no Governo Silval [Barbosa], em dezembro de 2014, e não conseguiram. Quando o governador Pedro Taques assumiu o empresário o procurou e cobrou para que fizesse as tratativas necessárias e pagasse essa indenização. Taques como de costume encaminhou o assunto à Procuradoria-Geral do Estado, à época dirigida pelo procurador de carreira Patryck Ayala, que simplesmente embargou o pagamento que não foi feito até hoje”, contou.

Escola legal

A última tratativa da família relatada pelo vice-líder de Taques teria ocorrido na Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Segundo Wilson Santos, o empresário junto com seu primo Giovani Guizardi teria tentado emplacar o projeto ‘Escola Legal’, o que não obteve sucesso.

“Um dia após a posse, o governador Pedro Taques assinou o decreto n° 02 que suspendeu licitações, compras e assinaturas de novos contratos. Em seguida, o governador criou o Condes (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social)”, conta.

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