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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, segunda, 19 de novembro de 2018

DELAÇÃO DE MALOUF

Líder de Taques alega que doação de cervejaria foi “legal”

Folha Max

Karen Malagoli

O vice-líder do Governo, deputado estadual Wilson Santos (PSDB), acusou o empresário Alan Malouf de mentir sobre envolvimento do governador Pedro Taques (PSDB) em esquemas de “caixa dois” durante a campanha de 2014. A declaração do parlamentar aconteceu no plenário do legislativo na noite desta terça-feira (06). 

O empresário relatou em acordo de delação premiada, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), esquemas de propina envolvendo o governo atual e captação de dinheiro, por meio de caixa dois na campanha de 2014, quando Taques disputava ao cargo de governador. Ele afirma em delação que Taques estava ciente de todos os esquemas citados. 

Em um dos casos, o empresário relatou que a Cervejaria Petrópolis repassou R$ 3 milhões para campanha de Taques. Em troca, teria os incentivos fiscais renovados. 

Santos disparou que Taques não fez nenhum acordo ilegal com nenhuma empresa, e afirma que Malouf usou de inverdades para se beneficiar. Além disso, garante que os R$ 3 milhões encaminhados pela cervejaria no período eleitoral foi legal, em forma de doação. 

“Ele diz que a Cervejaria Petrópolis que fabrica algumas cervejas deu R$ 3 milhões de propina para campanha do governador. Mentira! Não é verdade, a cervejaria Petrópolis deu R$ 3 milhões sim a campanha do governador Pedro Taques e fez de forma legal”, conta. 

Ele revela que a denúncia de Malouf é desmascarada quando demonstrado que as contas de campanha de Taques em 2014, foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Foi doação eleitoral legal, declarada em 2014. As contas do governador Pedro Taques e do vice Carlos Fávaro foram aprovadas pelo TRE”, disse. 

Outra acusação em delação que provocou a indignação do deputado foi à denúncia de que a empresa Consignum “doou” R$ 900 mil para campanha de Taques. “Segunda informação. Que a Consignum deu R$ 900 mil reais ao futuro secretário Paulo Taques e que o dinheiro não foi contabilizado nas contas da campanha de 2014 e que acabou virando caixa três. Virou até piada, gozação de alguns”, ironizou o parlamentar. 

Wilson citou que o empresário Willians Mischur já havia prestado depoimento ao promotor Mauro Zaque em que garantiu que não pagou propina a Taques. Com o depoimento de Mischur, o procedimento do Ministério Público foi arquivado demonstrando assim a falta de provas para acusar o governador de cometer atos ilegais. 

“O declarante afirma que nunca foi procurado e nem pagou propina em relação a este contrato para o secretário Paulo Taques ou para o governador Pedro Taques. Afirma que com a mudança do governo esteve em reuniões com o secretário Paulo Taques, mas apenas para parabenizar a gestão e posteriormente procurou o secretário para reclamar a cerca de um processo de licitação. A procuradoria arquivou”.

NEGÓCIOS

Wilson já havia insinuado que Alan Malouf firmou colaboração premiada contra Taques por uma suposta “revanche comercial”. Ele declarou que as empresas de Alan Malouf e de seus familiares tentaram, ao menos cinco vezes, firmar contratos com o Governo do Estado.

As empresas participaram de licitações para fornecimento de serviços como alimentação em presídios, buffet ao gabinete do governador e agência de publicidade. Além disso, citou um caso em que o empresário tentou receber R$ 150 milhões por conta de uma disputa de terras, o que foi negado pela atual gestão.

“Por todo o respeito que o empresário merece, mas a verdade é uma só: Alan Malouf e sua família tentou várias vezes os negócios com o governo Pedro Taques, mas não conseguiu”, afirmou o deputado.

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