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Cuiabá, sexta, 14 de dezembro de 2018

AUDIÊNCIA NA AL

Fórum Agro MT contesta taxação proposta por Wilson e Jayme e cobra incentivos

LIVRE

Edilson Aguiar

O Fórum Agro MT apresentou, nessa quinta-feira (29), um estudo que mostra as contribuições – direta e indireta – do setor produtivo rural nos últimos anos, em Mato Grosso, durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT). Elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o documento traz dados que demonstram a evolução econômica do agronegócio, custos de produção e os impactos que novas taxações podem gerar para o desenvolvimento do estado.

De 2002 a 2006 o crescimento do PIB em Mato Grosso foi de 39%, de 2007 a 2011 aumentou 32% e de 2012 a 2016 evoluiu apenas 11%. Entre as principais justificativas para essa diferença de evolução estão os custos cada vez mais elevados, o que, consequentemente, interferem nos investimentos do produtor e reduz a geração de emprego e renda.

Mais de 80% dos produtores rurais de Mato Grosso possuem até 3 mil hectares, sendo, portanto, considerados pequenos e médios produtores. No ano passado, o agro respondeu por 33% da participação dos empregos gerados no estado. Tanto as fazendas como as revendas de insumos e a agroindústria pagaram R$ 10,6 bilhões de salários, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O debate foi proposto pelo deputado Wilson Santos que quer aplicar o modelo de tributação da soja em Mato Grosso do Sul, obrigando o setor da soja a exportar 50% da produção e cobrar 12% de ICMS sobre o volume que fica no estado.

Líder em arrecadação

Em comparação aos demais estados brasileiros, Mato Grosso já lidera o ranking de arrecadação de ICMS por habitante. Na comparação com Mato Grosso do Sul, por exemplo, arrecada-se 18% a mais de ICMS. Outro indicativo de contribuição importante é a comercialização de diesel, que é 117% maior no estado em comparação ao vizinho.

“Mato Grosso, além de ser o primeiro no ranking de produção de soja, milho e algodão, é o primeiro do ranking em arrecadação de ICMS por habitante. Isso reforça ainda mais que somos tributados não só de maneira direta, mas também indiretamente com salários que são pagos pelo setor e todo o impacto direto que tem de outros segmentos de consumo”, afirmou o superintendente do Imea, Daniel Latorraca.

Quem também defende a taxação é o senador eleito Jayme Campos (DEM). Ele defende que é preciso rever o incentivo à produção de algodão e taxar a produção de soja gradativamente. “Somos o Estado maior produtor e lamentavelmente a riqueza não chega ao alcance da população, fica com um grupo de tubarões e barões. Estou com dados concretos, não sou nenhum falastrão. Mato Grosso é o único Estado que não recolhe absolutamente nada do setor”, alega. Ainda, segundo Campos, “se cobrarmos um pouco, arrecadamos R$ 2 bilhões rapidão”, disse aos jornalistas.

Falta de incentivos

Conforme o estudo, essa medida sugerida pelos parlamentares inviabiliza toda a produção local, pois somente a soja esmagada em Mato Grosso representa todo o volume produzido em Mato Grosso do Sul, ou seja, 9,5 milhões de toneladas. Esse volume esmagado representa 30% da produção total (32 milhões de toneladas). Ao todo, 58% da produção mato-grossense está indo para a exportação direta através da Lei Kandir.

Participaram do debate produtores rurais de vários municípios de Mato Grosso e as lideranças e representantes das entidades que fazem parte do Fórum Agro MT (Famato, Aprosoja, Ampa, Acrimat, Acrismat e Aprosmat).

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