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Campanha Unimed Novembro
Cuiabá, sexta, 14 de dezembro de 2018

CINEMA

Capitã Marvel e Homem-Aranha

Redação com G1

Divulgação

“Capitã Marvel” ganhou novo trailer na madrugada desta terça-feira (4). O filme é o primeiro sobre a heroína Carol Danvers, interpretada por Brie Larson. No trailer, a capitã enfrenta os alienígenas Skrulls, mas também os mistérios do seu passado na terra.

“Sua vida começou no dia em que quase acabou. Encontramos você sem memória e a tornamos uma de nós, para que você pudesse viver mais, mais forte, superior. Você renasceu”, diz uma líder Kree, raça que salvou Carol Danvers e a transformou em super-heroína.

Samuel L. Jackson interpreta mais uma vez Nick Fury, líder da agência secreta S.H.I.E.L.D. Jude Law é Mar-Vell, outro herói da Marvel, que no filme assumirá um papel de líder e mentor da protagonista. “Capitã Marvel” tem direção de Anna Boden e Ryan Fleck e previsão de estreia para 8 de março de 2019.

‘Homem-Aranha no Aranhaverso’ é melhor filme do herói em 14 anos

Dentro do gênero dos super-heróis, animações na maior parte das vezes são consideradas o patinho feio. Boas para lançamentos em DVD, mas não para os cinemas. “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que estreia no Brasil em 10 de janeiro de 2019, deve mudar isso.

O desenho da Sony lista realizações notáveis. Além de ser uma das melhores animações do ano e forte concorrente à categoria no Oscar, é também uma das melhores adaptações da linguagem dos quadrinhos para outras mídias.

E, como se isso não fosse o bastante, “Aranhaverso” é o melhor filme do herói da Marvel desde “Homem-Aranha 2” (2004).

Calma, mas é da Marvel, então?

Não exatamente. O filme é produzido pela Sony, que tem os direitos sobre o herói, apesar de ter se associado ao estúdio da Marvel para realizar “Homem-Aranha: De volta ao lar” (2017).

Esse provavelmente é um dos motivos pelos quais não tem tanta gente surtando antes do lançamento – além do fato de ser uma animação.

A DC, por exemplo, lançou diversos desenhos em longa-metragem nos últimos anos com qualidade variada, mas sem grande – ou até mesmo pequena – circulação cinematográfica.

Grandes poderes, grandes responsabilidades x7

Em “Aranhaverso”, os fãs cinematográficos encontram um protagonista diferente daquele Homem-Aranha a que estão acostumados.

Assim como nos quadrinhos da linha Ultimate da Marvel, Miles Morales é o segundo Aranha de seu mundo. No filme, o jovem precisa da ajuda de versões do herói de outras dimensões para dominar os seus poderes, enviá-los para casa e impedir que o Rei do Crime destrua o Brooklyn.

Estão lá:

  • Dois Peters Parkers (um da dimensão de Miles e outro mais velho, meio fracassado);
  • Uma Mulher-Aranha (a Spider-Gwen das HQs);
  • Um cartunesco Porco-Aranha;
  • Uma jovem japonesa com um robô-aranha (controlado por uma aranha de verdade);
  • Um Aranha dos anos 1930 (de uma realidade paralela com ares de noir).

Receita de sucesso

Com tantas versões unidas, a animação consegue retratar as diferentes características que foram responsáveis pelo sucesso do personagem ao longo dessas mais de cinco décadas de existência, algo que nenhum filme jamais conseguiu ou conseguirá fazer.

Bom exemplo são os dois Peters. Enquanto um é celebrado como um grande herói de Nova York e homenageado como tal em uma das sequências mais emocionantes de uma obra do gênero, o outro é o retrato do que poderia acontecer se nada realmente tivesse dado certo na vida pessoal do personagem.

Claro, produções com atores têm o duro desafio de tentar tornar mais real algo que já é extremamente fantasioso, enquanto tenta achar um equilíbrio para isso. Sem a necessidade de se levar tão a sério (algo parecido com o que aconteceu no primeiro “Deadpool”), “Aranhaverso” consegue explorar suas próprias bizarrices.

Ao contrário de Batman, Capitão América ou outros personagens icônicos, mas um tanto unidimensionais, Peter Parker e Miles sempre atraíram por unir muito bem – ou não tão bem assim – o lado heróico com suas vidas como civis. Isso faz com que seja muito difícil realizar a história definitiva do Homem-Aranha – mas “Aranhaverso” chega bem perto.

Melhor animação do ano

Pode ser difícil para alguns fãs mais fervorosos aceitar que Miles é o herói perfeito para essa nova geração, e o candidato ideal para suceder Peter sob a máscara.

Também deve ser um desafio para aqueles que não conhecem tanto os quadrinhos conseguir acompanhar ou até aceitar a trama um tanto quanto rocambolesca de múltiplas dimensões. Mas a animação faz a decisão correta de não perder tempo com explicações detalhadas, e transforma uma velha história de origem em algo novo.

O desenho é algo que ajuda muito nisso também. Até leva um tempo para se acostumar com o estilo escolhido, muito próximo ao de quadrinhos, mas depois ele funciona muito bem como adaptação.

Os traços diferentes usados para os heróis de cada dimensão são um pequeno exemplo da atenção aos detalhes que podem alçar a produção à melhor animação do ano – em um ano em que Disney e Pixar mostraram poucas ideias originais no gênero, com “Os incríveis 2” e o ainda inédito “WiFi Ralph”.

 

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ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO

  • 4 de dezembro de 2018 às 09:39:00

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