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Cuiabá, sexta, 14 de dezembro de 2018

HERANÇA DE TAQUES

Mendes assumirá governo com deficit de R$ 1,5 bilhão e fala em 'rombo milionário'

GAZETA DIGITAL

Reprodução

Mato Grosso começará o próximo ano com mais de R$ 1,5 bilhão em falta no caixa para pagar despesas básicas, com custeio da máquina, folha de pagamento de servidores ativos e inativos, dívida pública e repasses aos demais poderes. O cenário foi apresentado pelo governador eleito Mauro Mendes (DEM) aos deputados estaduais, durante reunião nesta quarta-feira (5).

“Apresentei a eles uma prévia do orçamento real de janeiro, que está em elaboração neste momento para ser encaminhado na próxima semana na Lei Orçamentária de 2019, que aponta para um deficit já previsto de R$ 1,5 bilhão. Ou seja, se todas as receitas acontecerem como estão programadas e se todas as despesas acontecerem como estão programadas, vai faltar R$ 1,5 bilhão. Ou seja, muita gente vai ficar sem receber porque não vai ter dinheiro em caixa pra pegar. Essa é adura realidade do estado de Mato Grosso neste momento”, disse o democrata. 

Mendes destaca ainda que os valores apurados até o momento não levam em conta os restos a pagar, que chegam a R$ 1 bilhão, somente referente ao exercício de 2018. “São coisas distintas. Deficit é o que falta pra pagar as contas de 2019. Existem restos a pagar de anos anteriores, isso tem valor muito maior do que o deficit deste ano. O deficit do ano que vem teria que ser somado com o de 2018 mais os anteriores. Então, existe um rombo milionário no estado de Mato Grosso”.

Além disso, o governador eleito também lembrou dos cerca de R$ 160 milhões em atraso nos repasses da saúde aos municípios e nos duodécimos, que há mais de 3 anos não são pagos em dia. “Existem indícios verdadeiros que comprovam que existe uma defasagem entre aquilo que se gasta e o dinheiro que se tem pra pagar”, afirmou.

Mauro Mendes apresenta prévia de orçamento para deputados

Fora o deficit previsto para janeiro de 2019, o executivo também apresentou aos parlamentares uma planilha que mostra um deficit de R$ 1,8 bilhão no orçamento do Estado, referente a 2018.

Para atingir o equilíbrio das contas de seu governo, que começa no dia 1º de janeiro de 2019, Mauro Mendes afirma que vai “atacar” em duas direções: redução de despesas e aumento da receita. “Nós temos que economizar R$ 1,5 bilhão ou economizar, por exemplo, R$ 750 milhões e subir a arrecadação, além de R$ 750 milhões no orçamento pra atingir o equilíbrio”, disse.

Dentre as medidas já anunciadas pelo gestor estão a redução do número de secretarias de 24 para 15, a demissão de mais de 3 mil cargos comissionados e a redução no número das 20 empresas públicas estaduais, o que ainda é estudado pela equipe técnica e pode ocorrer por meio da extinção ou fusão. “Tem que ter muita cautela porque existem tópicos legais”, pontuou Mendes. (Colaborou Lázaro Thor Borges, repórter do jornal A Gazeta)

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  • 5 de dezembro de 2018 às 16:53:07
  • 5 de dezembro de 2018 às 16:06:09

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