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Cuiabá, quinta, 21 de março de 2019

RESPOSTA

Prefeito vai à Justiça para empresa administrar Pronto Socorro

G1

TVCA/Reprodução

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou, por meio de nota, que não vai acatar a decisão do Tribunal de Contas Estadual (TCE) que proibiu a prefeitura de entregar a gestão do novo Pronto Socorro à Empresa Cuiabana de Saúde Pública.

“Digo com todas as minhas forças, que pelo bem da população cuiabana e mato-grossense, eu não aceito”, afirmou o prefeito.

Na decisão da conselheira interina Jaqueline Jacobsen, que proibiu o contrato com a empresa, ela afirmou que a transferência da gestão do novo Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá à Empresa Cuiabana de Saúde Pública desencadeará “uma gestão antieconômica e fraudulenta capaz de originar danos irreparáveis ao erário, inclusive, com graves prejuízos à qualidade dos serviços prestados pelo SUS à população cuiabana”.

O prefeito, no entanto, garante que vai recorrer à Justiça para garantir o contrato.

“O meu repúdio será a judicialização imediata do processo para suspender os efeitos do ato. Vou enfrentar essa atitude e juntos vamos entregar no próximo dia 28 de dezembro o novo Hospital Municipal de Cuiabá (HMC)”, afirmou Emanuel Pinheiro.

De acordo com o TCE, a probabilidade de lesão aos cofres públicos ocorre em função da atuação promovida pelo ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia, que estaria agindo por interesses privados nas atividades da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, em função das contratações e repasses de valores em benefício de empresas privadas gerenciadas por ele, como a Proclin e a Qualycare. De acordo com o Ministério Público Federal, o ex-secretário municipal de Saúde seria um dos proprietários de fato da empresa Proclin e sócio participante/oculto da Qualycare Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar Ltda. Huark Douglas Correia teria inclusive representado a Proclin na inauguração das novas alas de UTI do Hospital São Lucas, em Lucas do Rio Verde, em 25/10/2017.

Para Emanuel Pinheiro, no entanto, a decisão tomada pode “inviabilizar o nosso sonho de virar a página e implantar um novo ciclo da saúde pública da Capital. Não irei retroceder em nada para entregar uma saúde de qualidade para nossa população”, disse ele.


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  • 14 de dezembro de 2018 às 09:27:00
  • 14 de dezembro de 2018 às 08:17:01

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