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PARA IMPEDIR FETHAB 2

Para extinguir Fethab 2, produtores propõem a pavimentação de 400 km de estrada por ano

Ednilson Aguiar

Com o objetivo de colocar um fim no Fundo Estadual de Transporte e Habitação 2 (Fethab), ao qual precisam repassar, anualmente, cerca de R$ 450 milhões, representantes do agronegócio de Mato Grosso propuseram entregar 400 quilômetros de pavimentação asfáltica por ano ao governador eleito Mauro Mendes (DEM).

“Se o recurso do Fethab 2 ficar na mão do produtor, entregaremos 400 quilômetros de estrada pavimentada por ano. O governador faz arrecadação e deixa a gente administrar, tenho certeza de que faremos isso com muita qualidade”, declarou o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antônio Galvan, após reunião nessa sexta-feira (14) com o atual governador, Pedro Taques (PSDB), para tratar sobre o fundo.

A proposta, por sua vez, não fez com que o governador eleito, Mauro Mendes, desistisse de sugerir a Taques unificação do Fethab 1 e 2 e a taxação da produção de algodão. O tucano, no entanto, já anunciou que não enviará a proposta à Assembleia Legislativa.

“Parabéns ao governador Pedro Taques por ter reiterado e cumprido com a palavra dele. Claro que o Estado precisa de mais, mas que o novo governo discuta isso com o setor que ele quer onerar e que faça isso dentro do governo dele, não usando o antigo e o deixando com um desgaste ainda maior do que já ocorreu”, disparou o presidente.

Galvan ainda classificou como “absurda” qualquer taxação do agronegócio, que, segundo ele, já contribui muito com o Estado. “É ridículo! Estamos a 1 mil quilômetros de Mato Grosso do Sul, para levar o produto para o centro consumidor. Então eles que tragam o consumidor ou o mar aqui para perto, que nós passamos a pagar o mesmo ICMS que Mato Grosso do Sul paga. E se isso resolvesse, eles também não estavam reclamando de falta de arrecadação. O que está faltando para todos os governadores é gestão pública”.

Segundo o presidente da Aprosoja, Mauro Mendes está indo na contramão do que tem sido proposto pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). “O novo presidente está falando em gestão e o nosso governador quer aumentar ainda mais os tributos. Nós precisamos da redução da carga tributária, que se instale mais indústria, que se aumente a produção. Arrecadação se faz com o crescimento do Estado”.

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