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Cuiabá, quarta, 19 de junho de 2019

SEMANA SANTA

Procon Estadual dá dicas sobre compra de pescado

DA REDAÇÃO

Gustavo Duarte

Mato Grosso é, culturalmente, um grande consumidor de pescado de água doce. Com a Semana Santa, a demanda pelo produto é impulsionada e movimenta o segmento. Como geralmente o produto é vendido in natura e fresco, a Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT) alerta os consumidores sobre os cuidados que devem ser tomados na compra de pescados, principalmente nesta época do ano.

Somente em Cuiabá, no ano passado, os comerciantes inscritos no programa Peixe Santo – realizado anualmente na capital – venderam 115 mil quilos de peixe na semana da Páscoa. Isso sem contar o comércio de pescado em supermercados e peixarias, que não participam no projeto.

Para economizar dinheiro, tempo e não ter desperdício de alimento, é importante começar pelo planejamento. O Procon estadual aconselha realizar uma pesquisa de preços em feiras livres, pontos de vendas temporários, peixarias e supermercados e ir às compras com antecedência, pois de última hora os produtos tendem a ficar mais caros. Além disso, é preciso calcular a quantidade de alimento necessária e estipular um valor máximo a ser gasto, avaliando as prioridades.

Quem não abre mão de ter peixe no cardápio está sempre atento no momento das compras. É o caso do ator cuiabano e publicitário Eduardo Butakka, que este ano representou Mato Grosso em um reality show de gastronomia com um menu à base de peixes de água doce, encontrados em Mato Grosso. A primeira dica do ator é procurar fornecedores que dispõem de mercadorias de qualidade. “O consumidor deve procurar, primeiramente, um bom fornecedor; peixarias com grande rotatividade do produto e que tenham tradição no mercado”, recomendou.

COMÉRCIO E EMBALAGEM – Escolha um local com boas condições de higiene, limpeza e organização. Em feiras livres, peixarias ou supermercados, observe se estão acondicionados adequadamente. Nada de embalagens rasgadas, violadas, amassadas ou com sinais de contaminação. A embalagem deve indicar o nome do fabricante, endereço, selo do serviço de inspeção municipal, estadual ou federal. O atendente deve estar devidamente uniformizado e equipado com luvas, touca, máscara e roupas limpas.

SECOS E ENLATADOS  – Fique atento, pois muitos mercados anunciam como bacalhau todo tipo de peixe salgado seco! Observe as informações na embalagem do produto: tipo do peixe, fabricante, peso líquido, data da embalagem, prazo de validade e orientações de conservação e preparo e informação nutricional. O peixe seco deve estar firme e sem odor desagradável. A mesma dica do bacalhau vale para os enlatados, pois algumas marcas anunciam o produto como atum, quando na verdade são outros peixes.

SEUS DIREITOS – O direito à informação é fundamental na relação consumidor – fornecedor. Por isso, o fornecedor é obrigado a manter no estabelecimento comercial – ou feiras livres – a tabela de preços por quilograma. Os produtos devem estar dispostos de modo a não induzir o consumidor a erro. Caso o pescado esteja embalado, verifique se peso e preço são os mesmos nos caixas. Em caso de diferenciação, o consumidor pagará sempre o menor valor.

Com informações da assessoria 


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