Há mais de 20 anos, quando o pós-embrionário Partido dos Trabalhadores me chamou para disputar a primeira eleição, tive a rara oportunidade de compartilhar momentos de grandeza e crescimento político e pessoal com pessoas simples, humildes e cobertas de ideais pela busca da liberdade plena e da igualdade. Ideais calcados na mais absoluta e por vezes até ingênua forma democrática de ser. Ou seja: com determinação e, acima de tudo, com ética e honestidade. Nasci politicamente e cresci politicamente nesse PT de alma limpa.
Aquele Partido dos Trabalhadores outorgou a mim, através de uma mensagem sintonizada com os anseios populares, o primeiro, o segundo e o terceiro mandato como deputada estadual. Durante esses 12 anos de Assembléia Legislativa sempre tivemos como norte de atuação esse ideal de construção: liberdade e igualdade com ética e honestidade. Quatro palavras. Foram 12 anos de luta contra a opressão, combatendo no Parlamento a discriminação, o preconcito, e a corrupção. Jamais nos furtamos de cobrar responsabilidades.
Há oito anos, mais ou menos por este mesmo período de discussão partidária, o PT de Mato Groso me levou a condição de ser candidata ao Senado Federal. Eu e os grupos que me apoiavam – e continuam me apoiando – havíamos decidido que o melhor naquele momento era continuar construindo o partido, estruturando-o em todo Estado, mostrando o jeito PT de ser a partir da inflexibilidade e da intransigência com as questões de interesse do povo.
Mas não! O PT quis que eu fosse ao sacrifício. Me “impuseram” uma candidatura ao Senado. E lá estive, combatendo ex-governadores, a máquina e toda a sorte contrária que se mostrava naquela eleição. O PT de Mato Grosso conquistou uma vitória expressiva.
No Senado era preciso aprender. Como tática responsável, os dois primeiros anos foram de conhecimento, de interelacionamento, sem deixar de participar, cobrar e exigir. Mais experientes, iniciamos um trabalho de luta, em defesa da mulher, combate a desigualdade, atuando firme em favor do meio ambiente, cumprindo todas as premissas da função de um senador da República. Lá, galgamos espaços consideráveis, atuando em intervindo em todas as comissões seja no entendimento sobre o pacto federativo ou de questões pontuais, de interesse do meu Estado.
Nesse trabalho de fôlego, procuramos cumprir uma agenda de trabalho que consistia em conhecer e vivenciar a realidade de todos os municípios de Mato Grosso. Ano a ano, a par das dimensões continentais do nosso Estado, visitamos todos os municípios, independentemente de ser do PT ou não. Afinal, quem luta contra a discriminação e a desigualdade não pode usar criar privilégios. Por não escolher a quem ajudar, perdi a conta do valor de recursos que ajudei a colocar em Mato Grosso para auxiliar nossa gente sofrida, especialmente aqueles que mais precisam de proteção e atuação do Estado, seja no campo ou nas cidades.
Certo dia, no corredor do Senado, sou abordada pela imprensa me informando ter sido classificada entre os 10 melhores parlamentares do Brasil, em lista formulada pela ong Transparência Brasil, que passou três avaliando diversos aspectos relacionadas a atuação política de todos os componentes do Congresso Nacional. Dos 10 mais, a única mulher. Como auspícios da luta, ainda me coloquei como a primeira mulher a presidir por quatro vezes uma sessão do Congresso Nacional, isto é, a primeira na história da República Federativa.
Tudo isso foi feito de forma clara e transparente porque nasci e cresci num PT que agia com ética e decência. E são essas as diretrizes que vão continuar minha trajetória de vida política, modelo que escolhi para ser também minha trajetória de vida particular.
E por entender que é preciso continuar perseguindo meus ideais de luta, ancoradas na origem do PT, é que me colocarei na trincheira contra esse modelo que se estabeleceu no partido em Mato Grosso. Um partido em que nota-se claramente alimentado pela ganância e soberba de seus dominantes.
Nesse combate que promete ser feroz, seguirei questionando, por exemplo, a legitimidade do resultado das prévias que tirar do povo de Mato Grosso um direito de avaliar o trabalho que foi feito. A bem da verdade, o resultado dessas prévias mostra claramente terem sido construídos fora dos padrões éticos e morais,, onde se descortinou a fraude. Não posso aceitar que seja jogada na lama uma história de combate duro e permanente e intransigente contra a corrupções eleitoral, contra a compra de votos e a manipulação. São bandeiras históricas que o PT de Mato Grosso e que hoje estão caídas ao chão sob o mando da submissão.
Se esse partido corroído pelas trevas impostas pelos seus atuais dirigentes não o fazem, eu, enquanto tiver voz e energia, vou combater duramente a corrupção e cobrar a transparência. Também vou continuar combatendo a opressão partidária e usarei minha honestidade histórica para denunciar todo o tipo de agressão política, trazendo a luz da sociedade os casos que me forem apresentados substancialmente.
Sou do PT ético, do PT honesto, do PT que, antes dos resultados e da tática, se coloca ao lado do trabalhador no seu dia-a-dia. Fui forjada nessa luta e essa luta não pode se perder nas mãos dos que entendem o poder pelo poder. Não há pacificação sem que seja restabelecidos em Mato Grosso os ideais verdadeiros do PT.
Serys Slhessarenko é senadora da República
Há mais de 20 anos, quando o pós-embrionário Partido dos Trabalhadores me chamou para disputar a primeira eleição, tive a rara oportunidade de compartilhar momentos de grandeza e crescimento político e pessoal com pessoas simples, humildes e cobertas de ideais pela busca da liberdade plena e da igualdade. Ideais calcados na mais absoluta e por vezes até ingênua forma democrática de ser. Ou seja: com determinação e, acima de tudo, com ética e honestidade. Nasci politicamente e cresci politicamente nesse PT de alma limpa.
Aquele Partido dos Trabalhadores outorgou a mim, através de uma mensagem sintonizada com os anseios populares, o primeiro, o segundo e o terceiro mandato como deputada estadual. Durante esses 12 anos de Assembléia Legislativa sempre tivemos como norte de atuação esse ideal de construção: liberdade e igualdade com ética e honestidade. Quatro palavras. Foram 12 anos de luta contra a opressão, combatendo no Parlamento a discriminação, o preconcito, e a corrupção. Jamais nos furtamos de cobrar responsabilidades.
Há oito anos, mais ou menos por este mesmo período de discussão partidária, o PT de Mato Groso me levou a condição de ser candidata ao Senado Federal. Eu e os grupos que me apoiavam – e continuam me apoiando – havíamos decidido que o melhor naquele momento era continuar construindo o partido, estruturando-o em todo Estado, mostrando o jeito PT de ser a partir da inflexibilidade e da intransigência com as questões de interesse do povo.
Mas não! O PT quis que eu fosse ao sacrifício. Me “impuseram” uma candidatura ao Senado. E lá estive, combatendo ex-governadores, a máquina e toda a sorte contrária que se mostrava naquela eleição. O PT de Mato Grosso conquistou uma vitória expressiva.
No Senado era preciso aprender. Como tática responsável, os dois primeiros anos foram de conhecimento, de interelacionamento, sem deixar de participar, cobrar e exigir. Mais experientes, iniciamos um trabalho de luta, em defesa da mulher, combate a desigualdade, atuando firme em favor do meio ambiente, cumprindo todas as premissas da função de um senador da República. Lá, galgamos espaços consideráveis, atuando em intervindo em todas as comissões seja no entendimento sobre o pacto federativo ou de questões pontuais, de interesse do meu Estado.
Nesse trabalho de fôlego, procuramos cumprir uma agenda de trabalho que consistia em conhecer e vivenciar a realidade de todos os municípios de Mato Grosso. Ano a ano, a par das dimensões continentais do nosso Estado, visitamos todos os municípios, independentemente de ser do PT ou não. Afinal, quem luta contra a discriminação e a desigualdade não pode usar criar privilégios. Por não escolher a quem ajudar, perdi a conta do valor de recursos que ajudei a colocar em Mato Grosso para auxiliar nossa gente sofrida, especialmente aqueles que mais precisam de proteção e atuação do Estado, seja no campo ou nas cidades.
Certo dia, no corredor do Senado, sou abordada pela imprensa me informando ter sido classificada entre os 10 melhores parlamentares do Brasil, em lista formulada pela ong Transparência Brasil, que passou três avaliando diversos aspectos relacionadas a atuação política de todos os componentes do Congresso Nacional. Dos 10 mais, a única mulher. Como auspícios da luta, ainda me coloquei como a primeira mulher a presidir por quatro vezes uma sessão do Congresso Nacional, isto é, a primeira na história da República Federativa.
Tudo isso foi feito de forma clara e transparente porque nasci e cresci num PT que agia com ética e decência. E são essas as diretrizes que vão continuar minha trajetória de vida política, modelo que escolhi para ser também minha trajetória de vida particular.
E por entender que é preciso continuar perseguindo meus ideais de luta, ancoradas na origem do PT, é que me colocarei na trincheira contra esse modelo que se estabeleceu no partido em Mato Grosso. Um partido em que nota-se claramente alimentado pela ganância e soberba de seus dominantes.
Nesse combate que promete ser feroz, seguirei questionando, por exemplo, a legitimidade do resultado das prévias que tirar do povo de Mato Grosso um direito de avaliar o trabalho que foi feito. A bem da verdade, o resultado dessas prévias mostra claramente terem sido construídos fora dos padrões éticos e morais,, onde se descortinou a fraude. Não posso aceitar que seja jogada na lama uma história de combate duro e permanente e intransigente contra a corrupções eleitoral, contra a compra de votos e a manipulação. São bandeiras históricas que o PT de Mato Grosso e que hoje estão caídas ao chão sob o mando da submissão.
Se esse partido corroído pelas trevas impostas pelos seus atuais dirigentes não o fazem, eu, enquanto tiver voz e energia, vou combater duramente a corrupção e cobrar a transparência. Também vou continuar combatendo a opressão partidária e usarei minha honestidade histórica para denunciar todo o tipo de agressão política, trazendo a luz da sociedade os casos que me forem apresentados substancialmente.
Sou do PT ético, do PT honesto, do PT que, antes dos resultados e da tática, se coloca ao lado do trabalhador no seu dia-a-dia. Fui forjada nessa luta e essa luta não pode se perder nas mãos dos que entendem o poder pelo poder. Não há pacificação sem que seja restabelecidos em Mato Grosso os ideais verdadeiros do PT.
Serys Slhessarenko é senadora da República