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Educação – compromisso e dever!

Postado dia 23 de agosto de 2010 às 14:14

No dia 5 de julho deste ano de 2010, a Coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar, da qual componho como candidato à reeleição ao Governo do Estado, registrou no Tribunal Regional Eleitoral várias propostas do nosso programa de governo e que foram amplamente divulgadas para a população.

São propostas que, no seu conjunto, saíram das discussões com todos os secretários, partidos políticos da base governista e, principalmente, com os mais variados segmentos da sociedade.

No setor da educação, apresentamos vários projetos, viáveis e inovadores. Estendem-se desde a ampliação do campo de atuação da UNEMAT, inclusive com a implantação de cursos, entre os quais o de medicina, até a climatização das escolas da rede pública estadual, dotadas de laboratórios de informática e Internet banda larga, acompanhadas da valorização de seus profissionais.

O quadro proposto beneficiará, sem dúvida, os nossos alunos e mestres. Isso nos permitiu criar o Programa Jovem Potencial, cujo objetivo é identificar e apoiar crianças e adolescentes com potencial cognitivo e comprometimento com os estudos acima da média de seus colegas de classe.

     Daí a relevância de também continuarmos trabalhando, diuturnamente, pela qualidade do ensino. Isso requer, entre outras, ações de estímulo às artes, música, jogos, estudo de idiomas e os valores da terra. Tudo com saúde. Razão pela qual estamos propondo a criação – e vamos viabilizar -, dos Centros Poliesportivo-Cultural. Cada município será contemplado com um ou mais desses Centros, dependendo do seu número de habitantes.

     Trata-se de um projeto arrojado, mas de importância sem igual, pois possibilitará aos nossos jovens desenvolverem uma série de atividades, em horários diferentes dos de suas aulas e em dependências distintas das de seu prédio escolar, onde possa haver o entrelaçamento de grupos.

O governo itinerante teve e tem sua importância nesse diálogo permanente com o povo. Pois faz com que diminua a distância entre o governo e os munícipes, a capital e o interior, num processo prático de municipalização. Tanto que nos levou a propor a criação da Secretaria das Cidades, responsável que será, no próximo mandato, pela intermediação e/ou interligação com as prefeituras.

Avançamos bastante no setor educacional, mas nos resta grande percurso para caminharmos. E é por isso, e também por outras razões, ligadas às necessidades e os anseios do Estado e da população, que estamos em plena campanha à reeleição.

Apresentamos nossas propostas para mais quatro anos de governo com base nos investimentos desses quase oito anos de governo.

Com os investimentos, as escolas de ensino fundamental saltaram da nota 3,6 em 2005 para 4,9 em 2009, ficando em 5º lugar no ranking nacional entre as escolas públicas. Nas séries finais, os avanços também foram significativos, de 2,9, em 2005 – data do primeiro Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – para 4,2 em 2009, no 3º Ideb.

Enfrentamos os problemas da educação e mudamos a realidade no nosso Estado. Com a execução dos projetos, Mato Grosso foi considerado o Estado que mais cresceu nos índices, de maneira uniforme, na média, entre todas as escolas estaduais e ficou com o 2º lugar entre as escolas públicas do País.

Esse é o nosso comprometimento com as coisas do Estado e de sua gente, a partir das propostas para a educação. Todas, rigorosamente, registradas no TRE-MT. 

SILVAL BARBOSA é governador do Estado de Mato Grosso e candidato à reeleição pela coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar. 

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Corrupto: sem segunda chance

Postado dia 19 de agosto de 2010 às 14:24
Letícia de Souza Furquim

Letícia de Souza Furquim

Na semana passada, um amigo que é advogado me disse que estava trabalhando para ingressar com um Habeas Corpus junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso para tentar retirar da cadeia um homem. O acusado cometeu um crime, que foi parar atrás das grades. O ato ilícito: furtou  pouco mais de um quilo de carne. De repente, porque a peça seria uma picanha.

Fico imaginando o tamanho da ‘periculosidade’ que este homem deve proporcionar para a nossa sociedade. Será que ele não mereceria uma prisão perpétua ou mesmo uma pena de morte? Onde, claro, a família pagaria o preço da bala. Acho, inclusive, que este homem não pode viver mais em nosso meio, já está contaminado com o vírus da criminalidade.

Isso, é apenas alguns dos milhões de casos que acontecem todos os dias nas nossas cidades. A lei implacável. O erro talvez tenha sido porque o suspeito tenha na pele a marca de alguns dos Pês (Pobre, Puta ou Preto). Infelizmente, esse é o retrato que temos do Brasil quando atrocidades como essas acontecem, levando-nos a pensar o tamanho do abismo que existe entre um cidadão comum e alguém que detém um poder político.

Agora, fico imaginando o que aconteceria se uma pessoa passasse a mão em quase 10 milhões de reais. Dinheiro público desviado. Mais de vinte pessoas envolvidas. Já pensou quantas peças de picanha não daria para comprar com essa quantia? Vixe, faltaria espaço para os números na calculadora.

Parece que roubar dinheiro público hoje no país é algo normal. Pelo menos, não se vê notícias como essas nos jornais do país. Roubar picanha dá mais ibope, e mais risco de ver o sol nascer quadrado.

E se o roubo for praticado por algum político, aí sim, o processo criminal se torna mais difícil, demorado e muitas vezes esquecido. Vale lembrar que, apesar disso acontecer com freqüência, ainda assistimos de forma esporádica homens públicos sendo alvos de sentenças judiciais.

Mas, ainda assim, estamos longe de termos a sensação de justiça quando ficamos sabendo que um político desviou dinheiro ou está envolvido em alguma falcatrua. Em muitos  dos casos, são eles os mentores ou chefes das quadrilhas.

E, o mais engraçado! Sempre que uma investigação vem à tona, o que é mais comum se ouvir de determinados políticos. “Isso é perseguição política”. Quer dizer: o cara rouba, desvia dinheiro, usa em campanha e ainda assim é perseguido politicamente pelo Ministério Público ou por algum juiz que teve peito de mandar fazer o trabalho que lhe é devido.

Nestas eleições, um candidato a deputado estadual em Mato Grosso, está se vendo obrigado a deixar a disputa porque teve o seu nome envolvido em um escândalo. Até o momento, vamos com calma nesta hora, o sujeito é suspeito e não houve condenação e o processo está longe de ter sido transitado em julgado (quando não há mais recurso e é uma sentença final). Ele pensou bem, a direção da Legenda conversou com ele e parece que o postulante não deve seguir adiante.

Menos mal. Pelo que se sentiu, este retrocesso deve ter ocorrido em algum momento de lucidez. O que quero dizer é que, caso o mesmo tenha envolvimento comprovado e condenado pelo Poder Judiciário deste país, ele não vai ter ‘foro’ privilegiado para responder por tais acusações. Isso sem contar, claro, que primeiro teria de passar pela aprovação das urnas. Mas isto, já seria uma outra história.

Este, pelo menos, teve o discernimento do que é dentro de uma razoabilidade sair antes que as coisas não ficassem bem. Nem todos ou alguns pensam desta forma. Um outro candidato neste processo eleitoral, a deputado federal,  deu às costas paras essas denúncias e toca sem o menor constrangimento a sua campanha. Como disse acima, o caso está sendo investigado e nada está concluído de forma total. Mas as provas encontradas pelo Ministério Público Federal são bem robustas e até o momento levam a crer que houve crime. Desvio de dinheiro e formação de quadrilha.

É por meio deste texto que peço encarecidamente que ao votar pensem bem em quem vão eleger, pesquisem e fiquem de olho em seu candidato. Não eleja ou reeleja político que tem compromisso com a corrupção, com o crime organizado. Esse tipo de gente no poder é um câncer, que mata devagarzinho os sonhos do nosso povo.

Voltando ao assunto do meu amigo. Ele me disse que conseguiu, junto ao Tribunal de Justiça, a liberdade do cliente dele que foi acusado de furtar carne.

LETÍCIA DE SOUZA FURQUIM é advogada em Cuiabá.

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O SAC é engodo?‏

Postado dia 12 de agosto de 2010 às 18:00

O Código de Defesa do Consumidor, Lei nº. 8.078/90 em seu artigo 5º menciona um dispositivo importante para a defesa do consumidor e ainda adiciona que a Política Nacional das Relações de Consumo é um instrumento que apóia e busca a eficácia da sua aplicação. Até que ponto, na verdade este instrumento cumpre a sua finalidade? Até que ponto os mecanismos que são disponibilizados pela Lei apresentam efetividade? E os instrumentos constantes na Lei, como o art. 39 que proíbe a recusa de atendimento, também vêm cumprindo sua finalidade? E os órgãos de defesa do consumidor têm ação sancionadora e suficiente para obrigar as empresas a respeitarem o consumidor ou são apenas negociadores paliativos e postergadores? 
 
Estas e outras questões saltam à preocupação do consumidor quando ele busca acionar tais instrumentos para se proteger de uma compra, com boa fé, muitas vezes havendo pagado à vista. Como se fizesse alguma diferença haver comprado a prazo. Afinal comprou, pagou ou se comprometeu financeiramente, mas não recebeu o produto sem defeito que esperou haver comprado. Enfim, se a empresa lhe entregou um produto com defeito e ele busca a sua substituição aí começa o seu sofrimento, o seu calvário. E com isto, as empresas abusam e vão com todo desrespeito sobre o consumidor hipossuficiente, e via de conseqüência desprotegido.
 
A empresa, até mesmo cumprindo a legislação, lhe comunica: “tem reclamação? Procure o SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor!” E então, as grandes empresas estão conseguindo gradativamente transformar este importante mecanismo de marketing, que poderiam utilizar como seu al iado, num grande bandido contra elas próprias. Em primeiro lugar, testando a paciência do consumidor com a espera, por exemplo, e dizem: “vou atender em dois segundos” e atingem até 60 ou mais! ; Orientam mal seus funcionários para enganar o consumidor com promessas de atendimento, em duas horas que passam para meio dia, que passam para um dia inteiro, que passam para dois dias etc, etc! E assim, seguem testando a  paciência do consumidor. Para quê? E este se revolta e se constrange, até que não queira mais, por nenhuma hipótese, voltar à empresa, nem que seja para especular. E acabam comprando pela internet ou em um seu concorrente, às vezes até piorando sua própria situação! Pois é o ruim papel que acabam desempenhando. Ou vão ao juizado na busca de reconhecimento de dano moral.
 
Pois bem, esta é a realidade das empresas e dos consumidores que sofre m. E estamos repletos de reclamações desta natureza, como por exemplo: “Como reação aos péssimos serviços oferecidos pelo telefone, o governo federal editou, em 31 de julho de 2008, o Decreto 6.523, mais conhecido como “Decreto do SAC”, o qual regulamenta o CDC, fixando “normas gerais sobre o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC)”. O decreto, que entrou em vigor em 1º de dezembro de 2008, impõe padrão de qualidade mínimo em relação aos serviços de atendimento telefônico…”. (…) Entre direitos e vantagem ao consumidor, cabe destacar a obrigatoriedade de gravação das conversas mantidas com o consumidor. O § 3º do art. 15 do decreto estabelece que ‘é obrigatória a manutenção da gravação das chamadas efetuadas para o SAC, pelo prazo mínimo de noventa dias, durante o qual o consumidor poderá requerer acesso ao seu conteúdo’. Cuida-se, sem dúvida, de importante meio de prova para defesa dos interesses do consumidor”.  
 
E assim, basta buscar na internet que encontramos inúmeros exemplos de desrespeito, como este, que tomaremos o cuidado de não mencionar, por enquanto, o nome das empresas: “Em julho de 2008 comprei uma máquina de lavar roupa (marca X) de 12 Kg numa loja Y. (…) No momento, me pareceu um bom negócio, já que o valor é baixo, e assegurava o funcionamento e assistência técnica da máquina por mais um ano. Mas só pareceu um bom negócio até precisar dela. (…) Liguei no dia seguinte(…) (…) Liguei de novo(…) Conclusão: (…) ‘estou há 9 dias sem máquina’ “. 
 
Conselho às empresas para usarem bem o SAC: Nunca faça o cliente pensar que ele é um idiota. Ele não é um idiota.

Ilson Sanches é advogado, professor universitário e presidente da Comissão de Defesa da Concorrência da OAB/MT

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Burros e caminhos

Postado dia 5 de agosto de 2010 às 12:36
Domingo passado estive na casa do amigo Bilo, ex-prefeito de Acorizal. Ele é um desses papos memoráveis em qualquer ocasião. E lembramos o papel dos burros na abertura dos caminhos por esse Mato Grosso histórico. Mas é preciso antes lembrar uma conversa com o empresário João Bosco Linhares Nunes, da Dunorte Papelaria. Ele tem uma fazenda na região de Bom Jardim, próximo a Cuiabá. A casa fica num vale belíssimo, mas tem uma serra na chegada. Ele teve dificuldades para abrir a estrada até que alguém da região lhe disse pra soltar um burro e seguir a trilha dele, porque burro tem a sabedoria dos GPS modernos. Não deu outra. A estrada está lá, certinha. 

As duas estórias servem na verdade para ilustrar um raciocínio. Quero falar dos “burros”, como Bilo, João Bosco, e outros que abriram os caminhos em Mato Grosso quando não havia picadas e nem estradas em qualquer área da sociedade. Vou lembrar alguns, na esperança de que eles simbolizem dezenas de “burros” que abriram picadas em momentos que nada se via no horizonte de nosso Estado.

Lembro de Gabriel Muller, o gigante do Pantanal, de Bento Lobo, Odil Ferreira e Eucário Queiroz, na assistência rural, de Maria Lygia Borges Garcia, na organização da assistência social e do artesanato, de Nhonhô do Tamarineiro, Júlio Domingos de Campos, o Seo Fiote, de Zelito Monteiro, de Fernando Correa da Costa, de João Ponce de Arruda, de Silvio Curvo, de Helio Palma de Arruda, de Enio Vieira, de João Vilasboas na política histórica, de Garcia Neto, de Joaquim Nunes Rocha, e de Júlio Campos na política moderna, de Rodrigues Palma, insuperável prefeito de Cuiabá, de Heronides Araújo, de Sebastião Bilego, e de Valdon Varjão, fundadores de Barra do Garças e do Araguaião. De Sebastião Otonni, prefeito de Aripuanã que não tinha prefeitura lá, mas em Cuiabá.

Fui amigo do escritor Rubens de Mendonça, de Luis Philippe Pereira Leite, do ex-governador Cássio Leite de Barros, o último governador de Mato Grosso antes da divisão, de Lúdio Coelho, de Mendes Canale, de Ramez Tebel, de José Fragelli (do Sul de MT), de Maria de Arruda Muller, do extraordinário Archimedes Pereira Lima. Fui amigo de Enio Pipino, de Ariosto da Riva, de Ludovico da Riva, de Zé Paraná, de Norberto Scwhants, de André Maggi, de Hilton Campos, de Rômulo Vandoni, de Frederico Campos, de Edgar Nogueira Borges, de Jonas Pinheiro, de Ubaldo Monteiro, Vasquinho, de Domingos Iglesias Valério, de Vicente Vuolo, de Dunga Rodrigues, do mestre China, do pantaneiro Zelito Dorileo, de Vicente Leão, de José Villanova Torres, de Gabriel de Matos, de Afro Stefanini, de Antonio Fontes, ambos de Cáceres, de tanta e de tanta gente que já nos deixou, e de tanta gente que vive e circula anonimamente pela sociedade atual. Sou amigo de Pedro Rocha Jucá, de Aecim Tocantins, de Avelino Tavares, de Nilza Queiroz, de João Carlos Vicente Ferreira, de Annibal Alencastro, de Elizabeth Madureira, de Ivan Echeverria, de Isis Catarina, de Adelino Praeiro, de Aline Figueiredo, de Humberto Espíndola, de Sinjão Capilé, de Íris Capilé, de Gabriel Novis Neves, de Benedito Pedro Dorileo, de Atílio Ourives, de Oscar Ribeiro, de Luzia Guimarães, de Natalino Fontes.

Nem vou citar mais nomes. Mas o que gostaria de simbolizar citando esses nomes e sabendo que deixei de citar dezenas de outros com os mesmos méritos, é que eles representam os “burros” que acharam e construíram caminhos em momentos que não haviam caminhos para si, para os seus e para a sociedade que representavam.

O curioso é que a maioria deles está realmente anônima ou nem sequer é lembrada, apesar de tudo. Muitos, nem mesmo a História se dignará a dar-lhes crédito. Mas Bilo e Bosco tem razão: os burros sabem do melhor caminho e sabem como chegar lá no horizonte…!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso e secretário de Estado de Comunicação Social
onofreribeiro@terra.com.br

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Blá, Blá, Blá e Blá

Postado dia 31 de julho de 2010 às 6:22

Caríssimos, em instante a sua e a minha televisão estarão mostrando as promessas políticas. Se ao menos fossem propostas de governo. Mas não. Pelo contrário, e acredito que neste ano será uma maravilha de propaganda eleitoral gratuita. Vou até querer assistir com óculos de 3D – bem que, ao invés de dentaduras, poderiam investir em óculos 3D para acompanhá-los na televisão. Para quem investiu na sua sala de star com televisão moderna e som de última geração na Copa, já se encontram preparados para os Blá, Blá, Blá eleitoral.

Gostaria de falar também sobre o tempo disponível para cada candidato. Por que alguns têm dez minutos e outros dez segundos? Ou essas coisas não funcionam em países democráticos? Por exemplo: a Dilma é a candidata do presidente Lula; segundo ela está tudo ótimo; e também possui a melhor proposta de governo até 2014, então, por que ela ter a maior parte do tempo? Se for verdade o que ela diz não é necessário requentar noticias e que deixe seu tempo para outros candidatos, ou ainda, que termine a propaganda eleitoral gratuita antes. Sem levar pra ofensa, por favor.

Caríssimos, eu poderia parar de escrever nesse parágrafo e você de ler, porém, acredito numa sociedade melhor. E além de acreditar, também sonho com a educação, não fruto de estatísticas e sim de qualidade. De emprego, não de sobrevivência e sim de orgulho. De uma política, não de politicagem e sim de consciência. Vamos a um exemplo. Aos que acompanharam ao vivo ou em noticiários a Ferrari – na F1 – aliciar a prova do piloto brasileiro Felipe Massa, provavelmente ficaram indignados. E isso não foi o fim. Em outubro tem mais. Ficamos quatro anos correndo por um sonho ou condições melhores e agora vem um candidato e compra seu voto.

Ah! Comprar votos é crime! E ilusão, mentira, propaganda falsa não são crimes? Ou quem monta um horário político gratuito cinematográfico, não tem problemas? O que será que pensam de nós os partidos políticos quando vão para as filmagens? Somos eleitores ou jurados que vamos dar uma nota para o melhor vídeo? A população brasileira vive o melhor momento para querer mudar. Por conseguinte, até outubro serão informações de todos os lados. Os que querem votos e os que querem conscientização política. Busco fazer minha parte. O Brasil ainda é um país digno.

Os brasileiros não devem se humilhar por uma política social que lhes concedem o mínimo. Os eleitores têm direito de dignidade humana. Chega de quererem nos enganar. Chega de tentarem comprar nossos votos com belas imagens. Chega de Blá, Blá, Blá. Deixo dois pedidos: Políticos, não façam do horário político gratuito uma mini-série. Vamos colocar um ponto final nesses momentos execráveis de nossa política. A corrupção do passado será uma chaga e uma escola de aprendizado. Ah! Deve-se aprender que assim não se faz. Aos Eleitores o pedido de mostrar que temos consciência política. Busque conhecer os candidatos. Valorize seu voto. Não como um bem material que você possa vender. E sim como seu filho. Como seu presente e futuro.

Portanto, se até hoje ouvimos Blá, Blá Blá… Vamos buscar fazer o mesmo. Quando um político chegar até você e lhe desrespeitando como eleitor, diga a ele: Blá, Blá Blá e Blá.

José de Souza Júnior

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Saudades do Jonas Pinheiro

Postado dia 16 de julho de 2010 às 10:57

No último dia 7 deste mês, foi aprovada na comissão especial da Câmara Federal Brasileira, a legalização do maior crime ambiental já cometido contra a nação. O novo Código Florestal aprovado nesta comissão têm como um dos seus principais pontos de discussão a proposta de anistia aos produtores rurais que desmataram ilegalmente suas propriedades até julho de 2008.

Esta anistia, além de isentar de pagamento de multa pelos desmates ilegais, ainda permite brechas para que não haja recuperação das áreas degradadas nas propriedades rurais daqueles que agiram de forma de fora da lei nos últimos anos. Não sou ambientalista, mas sou conhecedor das leis que regem a constituição brasileira e vejo uma grande injustiça com aqueles que trabalharam na legalidade no território brasileiro nos últimos anos. Além é claro da grande perda ambiental que esta anistia causará ao nosso País.

Tive o privilégio de conviver e trabalhar uma grande parcela da minha vida com o companheiro e amigo, Senador Jonas Pinheiro. Homem digno e honrado que sempre lutou pelo o “Homem do Campo”. Ao observar o trabalho e a formar que este grande parlamentar conduzia as políticas públicas brasileiras ligadas ao agronegócio, percebi que suas decisões sempre foram baseadas na justiça e na busca do progresso e desenvolvimento do campo.

A maneira que o novo Código Florestal se encontra no congresso, promove à injustiça e legitimiza a forma errada de se produzir no Mundo. O mundo e o nosso meio-ambiente já alguns anos vem demonstrando que a não preservação tem custos maiores que a preservação. Nós mato-grossenses vivemos em um Estado altamente ligado ao agronegócio e ao mesmo tempo possuímos um Ecossistema único. Possuímos a necessidade de encontrarmos um equilíbrio para produzirmos mais com sustentabilidade. Por isso acredito que o novo código florestal não está alinhado com os anseios e a necessidade da sociedade. 

Julio José de Campos, Ex-Governador e Senador pelo Estado de Mato-Grosso, candidato a Deputado-Federal pela coligação Jonas Pinheiro.

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Maquiavel

Postado dia 21 de junho de 2010 às 9:18

¨Andei me perguntando: o que poderia estar escrevendo em plena Copa do Mundo? Falar da seleção brasileira? Das incríveis imagens futebolísticas num país que sempre mostrou ao mundo outro tipo de realidade? Ou ainda, escrever sobre a política brasileira nesse tempo de exílio. E sei muito bem que muitos preferem correr para o caderno de esporte ou colunas sociais. Embora que, não me restando outra solução, e, assim buscarei nessas breves palavras fazer uma leitura de nossos fatos políticos.

Ao ver os pensamentos políticos de Nicolau Maquiavel percebemos que ele não buscava interrogar os fundamentos abstratos do Estado e, sim sua maneira concreta de governar. O pensamento político de Maquiavel tem finalidade investigativa e afastando os pensamentos especulativo, ético e religioso. Além do mais, nosso autor foi sem dúvida um fino observador político de seu tempo e como também um excelente historiador. É muito claro em Maquiavel sua tentativa de responder os problemas políticos dos principados italianos, os quais estavam em conflitos entre facções, revoluções populares e imperialismo de grandes potências. Portanto, Maquiavel busca uma solução para manter o estado estável, sem desordem e longe da impotência.

O pensamento maquiavélico está fundamentado no estudo do poder sobre o que ele é, e não como deveria ser. Sendo assim, os fatos são estudados quase que cientificamente. Portanto, Maquiavel não assegurasse nas certezas determinadas pelo espírito. Os seus estudos são vendo a história, e com isso, conhecendo os sucessos e os fracassos políticos do passado, na busca de entender o presente e transformar o futuro. Em outras palavras, faz uma leitura racional da vida política.

Doravante, Maquiavel cava um novo caminho. Pois, nos contextos humanistas cristãos e humanistas da Renascença, eles seguiam-se pelo poder das exigências da moral, ou seja, um governante condimentado pela ética, que buscasse ser justo, e equilibrado e benevolente. Só que para Maquiavel os humanistas cometem um erro ao deter num governo ideal e recusar as realidades existentes. E o que Maquiavel mostra é que na política as coisas acontecem diferentes e o uso do poder serve para o governante se manter.

O que temos até aqui é a prioridade do dirigente de conservar o poder. Ou seja, compete ao governante encontrar suas próprias regras para protegê-lo e preservar sua autoridade. Contudo, buscar sua sobrevivência mesmo que tenha que deixar de agir segundo sua própria vontade ou da vontade iluministas, no quesito moral. Então, o governante poderá utilizar-se do bem, como poderá também ser cruel, e, sobretudo saber negligenciar os princípios morais segundo sua necessidade.

E qual a co-relação com a política brasileira? Quando líamos provavelmente lembrávamos-nos de algum fato ou procurávamos encontrar algo que relacionasse ao pensamento de Nicolau Maquiavel. Portanto, as eleições estão chegando. Com campanhas e seus debates. Por conseguinte, o objetivo é conquistar ou manter o poder. Logo, diante de tantas “verdades” apresentadas frequentemente, compete a nós eleitores a votar direito.

José de Souza Júnior

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Classificados: Vende-se um voto ano 2010

Postado dia 10 de junho de 2010 às 10:49

Corrupção e política são duas palavras que transitam em dois mundos: dos eleitores e dos eleitos. Embora tendo acompanhado nos últimos tempos, com assiduidade o acasalamento da política e da corrupção, ambas constatamos que são bem antigas. Portanto, não tenho a pretensão de querer dizer que apenas o atual governo é corrupto. Recentemente, uma pesquisa mostrou-nos que 17 milhões de brasileiros já venderam o seu voto. Em outras palavras, o problema não apenas da classe política, vai além, chega aos que se dizem puros.

Todos são corruptos então? Evidentemente que não. Mas o somos na medida em que ou nos vendemos ou simplesmente nos recusamos, em pactuar com a corrupção. Isso por gosto, por falta de tempo, por vontade, etc; No exercício da política, podemos ser, no mínimo cúmplices, para o bem ou para o mal do que fazem nossos representantes. Nenhum cidadão está esquive dessa responsabilidade. Se há senadores corruptos, estes lá estão pelo voto. Assim deputados, governadores, prefeitos e vereadores. O que nos motiva o contrário é tão e somente, na maioria dos casos, nosso único e inalienável interesse.

Nossa sociedade chegou a tal ponto de decadência moral que frequentemente honramos pessoas que, por exemplo, praticam gestos como devolver uma carteira com dinheiro esquecida ao dono. Ora isso deve, ao menos deveria ser algo comum, não digno de destaque. Mas é pela carência de cidadãos dispostos à honestidade que enfrentamos esse tipo de situação em que alguém é louvado por ser, vejam só, honesto, um dever, e não mérito. Algo está errado, muito errado, e não será o topo da pirâmide que vai mudar a situação que lhe é favorável. Só um tolo acreditaria nisso.

A solução parte do povo. E povo não se trata dessa visão de massa, quase sempre manipulável, mas sim de um conjunto de indivíduos capacitados, esclarecidos, a ponto de verem-se como partes constitutivas de um sistema que encontra fundamento nessa consciência, de nossa cidadania. De que a democracia se realiza no momento em que nos vemos como ativos no processo de tomada de decisões, nos projetos de futuro. Isso demanda uma educação de mais qualidade, de instituições mais fortes, do cumprimento da lei. Nada do jeitinho, das facilidades, dos favores escusos, do fisiologismo.

Depreendo a partir das últimas amostragens políticas. A imprensa é censurada. E o voto popular é transformado num problema equacional, onde coligações propagarão nas urnas eletrônicas, o premer da tecla verde confirma. Dizem que aprendemos com os nossos próprios erros, desta forma, é tempo de uma nova ação política. A democracia precisa abrir os olhos, senão, os candidatos vão se brigar pelos classificados de jornais, onde os eleitores estarão anunciando seus votos como, qualquer outro produto. E você deseja esse desfecho?

José de Souza Júnior

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Eu sou de outro PT

Postado dia 25 de maio de 2010 às 16:17
Há mais de 20 anos, quando o pós-embrionário Partido dos Trabalhadores me chamou para disputar a primeira eleição, tive a rara oportunidade de compartilhar momentos de grandeza e crescimento político e pessoal com  pessoas simples, humildes e cobertas de ideais  pela busca da liberdade plena e da igualdade. Ideais calcados na mais absoluta e por vezes até ingênua forma democrática de ser. Ou seja: com determinação e, acima de tudo, com ética e honestidade. Nasci politicamente e cresci politicamente nesse PT de alma limpa.
Aquele Partido dos Trabalhadores outorgou a mim, através de uma mensagem sintonizada com os anseios populares,  o primeiro, o segundo e o terceiro mandato como deputada estadual. Durante esses 12 anos de Assembléia Legislativa  sempre tivemos como norte de atuação esse ideal de construção: liberdade e igualdade com ética e honestidade. Quatro palavras. Foram 12 anos de luta contra a opressão, combatendo no Parlamento a discriminação, o preconcito, e a corrupção. Jamais nos furtamos de cobrar responsabilidades.
Há oito anos, mais ou menos por este mesmo período de discussão partidária, o PT de Mato Groso me levou a condição de ser candidata ao Senado Federal. Eu e os grupos que me apoiavam – e continuam me apoiando – havíamos decidido que o melhor naquele momento era continuar construindo o partido, estruturando-o em todo Estado, mostrando o jeito PT de ser a partir da inflexibilidade e da intransigência com as questões de interesse do povo.
Mas não! O PT quis que eu fosse ao sacrifício. Me “impuseram” uma candidatura ao Senado. E lá estive, combatendo ex-governadores, a máquina e toda a sorte contrária que se mostrava naquela eleição. O PT de Mato Grosso conquistou uma vitória expressiva.
No Senado era preciso aprender. Como tática responsável, os dois primeiros anos foram de conhecimento, de interelacionamento, sem deixar de participar, cobrar e exigir. Mais experientes, iniciamos um trabalho de luta, em defesa da mulher, combate a desigualdade, atuando firme em favor do meio ambiente, cumprindo todas as premissas da função de um senador da República. Lá, galgamos espaços consideráveis, atuando em intervindo em todas as comissões seja no entendimento sobre o pacto federativo ou de questões pontuais, de interesse do meu Estado.
Nesse trabalho de fôlego, procuramos cumprir uma agenda de trabalho que consistia em conhecer e vivenciar a realidade de todos os municípios de Mato Grosso. Ano a ano, a par das dimensões continentais do nosso Estado, visitamos todos os municípios, independentemente de ser do PT ou não. Afinal, quem luta contra a discriminação e a desigualdade não pode usar criar privilégios. Por não escolher a quem ajudar, perdi a conta do valor de recursos que ajudei a colocar em Mato Grosso para auxiliar nossa gente sofrida, especialmente aqueles que mais precisam de proteção e atuação do Estado, seja no campo ou nas cidades.
Certo dia, no corredor do Senado, sou abordada pela imprensa me informando ter sido classificada entre os 10 melhores parlamentares do Brasil, em lista formulada pela ong Transparência Brasil, que passou três avaliando diversos aspectos relacionadas a atuação política de todos os componentes do Congresso Nacional. Dos 10 mais, a única mulher.  Como auspícios da luta, ainda me coloquei como a primeira mulher a presidir por quatro vezes uma sessão do Congresso Nacional, isto é, a primeira na história da República Federativa.
Tudo isso foi feito de forma clara e transparente porque nasci e cresci num PT que agia com ética e  decência. E são essas as diretrizes que vão continuar minha trajetória de vida política, modelo que escolhi para ser também minha trajetória de vida particular.
E por entender que é preciso  continuar perseguindo meus ideais de luta, ancoradas na origem do PT, é que me colocarei na trincheira contra esse modelo que se estabeleceu no partido em Mato Grosso. Um partido em que nota-se claramente alimentado pela ganância e soberba de seus dominantes.
Nesse combate que promete ser feroz, seguirei questionando, por exemplo,  a legitimidade do resultado das prévias que tirar do povo de Mato Grosso um direito de avaliar o trabalho que foi feito. A bem da verdade, o resultado dessas prévias mostra claramente terem sido construídos fora dos padrões éticos e morais,, onde se descortinou a fraude. Não posso aceitar que seja jogada na lama uma história de combate duro e permanente e intransigente contra a corrupções eleitoral, contra a compra de votos e a manipulação. São bandeiras históricas que o PT de Mato Grosso e que hoje estão caídas ao chão sob o mando da submissão.
Se esse partido corroído pelas trevas impostas pelos seus atuais dirigentes não o fazem, eu, enquanto tiver voz e energia, vou combater duramente a corrupção e cobrar a transparência. Também vou continuar combatendo a opressão partidária e usarei minha honestidade histórica para denunciar todo o tipo de agressão política, trazendo a luz da sociedade os casos que me forem apresentados substancialmente.
Sou do PT ético, do PT honesto, do PT que, antes dos resultados e da tática, se coloca ao lado do trabalhador no seu dia-a-dia. Fui forjada nessa luta e essa luta não pode se perder nas mãos dos que entendem o poder pelo poder. Não há pacificação sem que seja restabelecidos em Mato Grosso os ideais verdadeiros do PT.
Serys Slhessarenko é senadora da República

Há mais de 20 anos, quando o pós-embrionário Partido dos Trabalhadores me chamou para disputar a primeira eleição, tive a rara oportunidade de compartilhar momentos de grandeza e crescimento político e pessoal com  pessoas simples, humildes e cobertas de ideais  pela busca da liberdade plena e da igualdade. Ideais calcados na mais absoluta e por vezes até ingênua forma democrática de ser. Ou seja: com determinação e, acima de tudo, com ética e honestidade. Nasci politicamente e cresci politicamente nesse PT de alma limpa.

Aquele Partido dos Trabalhadores outorgou a mim, através de uma mensagem sintonizada com os anseios populares,  o primeiro, o segundo e o terceiro mandato como deputada estadual. Durante esses 12 anos de Assembléia Legislativa  sempre tivemos como norte de atuação esse ideal de construção: liberdade e igualdade com ética e honestidade. Quatro palavras. Foram 12 anos de luta contra a opressão, combatendo no Parlamento a discriminação, o preconcito, e a corrupção. Jamais nos furtamos de cobrar responsabilidades.

Há oito anos, mais ou menos por este mesmo período de discussão partidária, o PT de Mato Groso me levou a condição de ser candidata ao Senado Federal. Eu e os grupos que me apoiavam – e continuam me apoiando – havíamos decidido que o melhor naquele momento era continuar construindo o partido, estruturando-o em todo Estado, mostrando o jeito PT de ser a partir da inflexibilidade e da intransigência com as questões de interesse do povo.

Mas não! O PT quis que eu fosse ao sacrifício. Me “impuseram” uma candidatura ao Senado. E lá estive, combatendo ex-governadores, a máquina e toda a sorte contrária que se mostrava naquela eleição. O PT de Mato Grosso conquistou uma vitória expressiva.

No Senado era preciso aprender. Como tática responsável, os dois primeiros anos foram de conhecimento, de interelacionamento, sem deixar de participar, cobrar e exigir. Mais experientes, iniciamos um trabalho de luta, em defesa da mulher, combate a desigualdade, atuando firme em favor do meio ambiente, cumprindo todas as premissas da função de um senador da República. Lá, galgamos espaços consideráveis, atuando em intervindo em todas as comissões seja no entendimento sobre o pacto federativo ou de questões pontuais, de interesse do meu Estado.

Nesse trabalho de fôlego, procuramos cumprir uma agenda de trabalho que consistia em conhecer e vivenciar a realidade de todos os municípios de Mato Grosso. Ano a ano, a par das dimensões continentais do nosso Estado, visitamos todos os municípios, independentemente de ser do PT ou não. Afinal, quem luta contra a discriminação e a desigualdade não pode usar criar privilégios. Por não escolher a quem ajudar, perdi a conta do valor de recursos que ajudei a colocar em Mato Grosso para auxiliar nossa gente sofrida, especialmente aqueles que mais precisam de proteção e atuação do Estado, seja no campo ou nas cidades.

Certo dia, no corredor do Senado, sou abordada pela imprensa me informando ter sido classificada entre os 10 melhores parlamentares do Brasil, em lista formulada pela ong Transparência Brasil, que passou três avaliando diversos aspectos relacionadas a atuação política de todos os componentes do Congresso Nacional. Dos 10 mais, a única mulher.  Como auspícios da luta, ainda me coloquei como a primeira mulher a presidir por quatro vezes uma sessão do Congresso Nacional, isto é, a primeira na história da República Federativa.

Tudo isso foi feito de forma clara e transparente porque nasci e cresci num PT que agia com ética e  decência. E são essas as diretrizes que vão continuar minha trajetória de vida política, modelo que escolhi para ser também minha trajetória de vida particular.

E por entender que é preciso  continuar perseguindo meus ideais de luta, ancoradas na origem do PT, é que me colocarei na trincheira contra esse modelo que se estabeleceu no partido em Mato Grosso. Um partido em que nota-se claramente alimentado pela ganância e soberba de seus dominantes.

Nesse combate que promete ser feroz, seguirei questionando, por exemplo,  a legitimidade do resultado das prévias que tirar do povo de Mato Grosso um direito de avaliar o trabalho que foi feito. A bem da verdade, o resultado dessas prévias mostra claramente terem sido construídos fora dos padrões éticos e morais,, onde se descortinou a fraude. Não posso aceitar que seja jogada na lama uma história de combate duro e permanente e intransigente contra a corrupções eleitoral, contra a compra de votos e a manipulação. São bandeiras históricas que o PT de Mato Grosso e que hoje estão caídas ao chão sob o mando da submissão.

Se esse partido corroído pelas trevas impostas pelos seus atuais dirigentes não o fazem, eu, enquanto tiver voz e energia, vou combater duramente a corrupção e cobrar a transparência. Também vou continuar combatendo a opressão partidária e usarei minha honestidade histórica para denunciar todo o tipo de agressão política, trazendo a luz da sociedade os casos que me forem apresentados substancialmente.

Sou do PT ético, do PT honesto, do PT que, antes dos resultados e da tática, se coloca ao lado do trabalhador no seu dia-a-dia. Fui forjada nessa luta e essa luta não pode se perder nas mãos dos que entendem o poder pelo poder. Não há pacificação sem que seja restabelecidos em Mato Grosso os ideais verdadeiros do PT.

Serys Slhessarenko é senadora da República

Artigos

O Chamberlain de Macaé

Postado dia 15 de maio de 2010 às 4:57
Lula foi ao baile funk de Mahmoud Ahmadinejad assim como Vagner Love foi à Rocinha. Vagner Love confraternizou com os assassinos do Comando Vermelho? Lula está confraternizando com os assassinos da Guarda Revolucionária iraniana. Vagner Love faz trabalho humanitário no morro? Lula, segundo Dilma Rousseff, faz trabalho humanitário no Golfo Pérsico. Vagner Love foi festejar os dois gols que marcou contra o Macaé? Lula está festejando os dois gols que marcou contra o Brasil.
O Brasil é uma espécie de Macaé do mundo. Isso é uma sorte. Se o Brasil fosse a Inglaterra, Lula já estaria consagrado como o nosso Chamberlain. Sempre que alguém quer guerrear, surge algum pateta tentando ser intermediário da paz. Em 1938, o primeiro-ministro da Inglaterra, Chamberlain, viajou para a Alemanha para negociar olho no olho com Hitler. Depois de alguns encontros, eles assinaram um tratado de paz, pelo qual Hitler se comprometia a ocupar apenas uma parte do território da Checoslováquia. Chamberlain voltou à Inglaterra comemorando a paz. Seis meses mais tarde, Hitler atropelou Chamberlain e ocupou o resto da Checoslováquia. Em seguida, ocupou a Europa inteira.
Se Lula é o Chamberlain de Macaé, Mahmoud Ahmadinejad só pode ser o Hitler de Macaé. Como Hitler, ele mata seus opositores. Como Hitler, ele persegue as minorias. Como Hitler, ele tem um plano para eliminar todos os judeus. Só lhe falta o poder de fogo, porque um Macaé, felizmente, é sempre um Macaé. O papel de Lula é esse: dar-lhe algum tempo para que ele possa obter uma arma nuclear. Na semana passada, um articulista do Washington Post chamou Lula de “idiota útil” de Mahmoud Ahmadinejad. O articulista está certo. Mas há outros “idiotas úteis”, além de Lula. O G15, reunido neste domingo no baile funk iraniano, conta também com a Venezuela, de Hugo Chávez, com o Zimbábue, de Robert Mugabe, e com a Indonésia, de Susilo Bambang Yudhoyono, eleito pela Time, em 2009, uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. Time é uma espécie de VEJA de Macaé.
O apoio ao programa nuclear iraniano é o maior erro que o Brasil já cometeu na área internacional. Só a vaidade de Lula ganha com isso. Ao desafiar os Estados Unidos e a Europa, tornando-se cúmplice de Mahmoud Ahmadinejad, ele pode sentir-se um tantinho maior do que realmente é. Trata-se da síndrome de Macaé. Mas alguém tem de dizer a Lula que seu tempo já se esgotou. Ele representa o passado. A esta altura, sua autoridade é meramente protocolar. Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete. Acabou, Lula. Chega. Fim. Xô.
Lula foi ao baile funk de Mahmoud Ahmadinejad assim como Vagner Love foi à Rocinha. Vagner Love confraternizou com os assassinos do Comando Vermelho? Lula está confraternizando com os assassinos da Guarda Revolucionária iraniana. Vagner Love faz trabalho humanitário no morro? Lula, segundo Dilma Rousseff, faz trabalho humanitário no Golfo Pérsico. Vagner Love foi festejar os dois gols que marcou contra o Macaé? Lula está festejando os dois gols que marcou contra o Brasil.
O Brasil é uma espécie de Macaé do mundo. Isso é uma sorte. Se o Brasil fosse a Inglaterra, Lula já estaria consagrado como o nosso Chamberlain. Sempre que alguém quer guerrear, surge algum pateta tentando ser intermediário da paz. Em 1938, o primeiro-ministro da Inglaterra, Chamberlain, viajou para a Alemanha para negociar olho no olho com Hitler. Depois de alguns encontros, eles assinaram um tratado de paz, pelo qual Hitler se comprometia a ocupar apenas uma parte do território da Checoslováquia. Chamberlain voltou à Inglaterra comemorando a paz. Seis meses mais tarde, Hitler atropelou Chamberlain e ocupou o resto da Checoslováquia. Em seguida, ocupou a Europa inteira.
Se Lula é o Chamberlain de Macaé, Mahmoud Ahmadinejad só pode ser o Hitler de Macaé. Como Hitler, ele mata seus opositores. Como Hitler, ele persegue as minorias. Como Hitler, ele tem um plano para eliminar todos os judeus. Só lhe falta o poder de fogo, porque um Macaé, felizmente, é sempre um Macaé. O papel de Lula é esse: dar-lhe algum tempo para que ele possa obter uma arma nuclear. Na semana passada, um articulista do Washington Post chamou Lula de “idiota útil” de Mahmoud Ahmadinejad. O articulista está certo. Mas há outros “idiotas úteis”, além de Lula. O G15, reunido neste domingo no baile funk iraniano, conta também com a Venezuela, de Hugo Chávez, com o Zimbábue, de Robert Mugabe, e com a Indonésia, de Susilo Bambang Yudhoyono, eleito pela Time, em 2009, uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. Time é uma espécie de VEJA de Macaé.
O apoio ao programa nuclear iraniano é o maior erro que o Brasil já cometeu na área internacional. Só a vaidade de Lula ganha com isso. Ao desafiar os Estados Unidos e a Europa, tornando-se cúmplice de Mahmoud Ahmadinejad, ele pode sentir-se um tantinho maior do que realmente é. Trata-se da síndrome de Macaé. Mas alguém tem de dizer a Lula que seu tempo já se esgotou. Ele representa o passado. A esta altura, sua autoridade é meramente protocolar. Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete. Acabou, Lula. Chega. Fim. Xô.
Diogo Mainardi escreve para Veja