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Constituição besteirol

Gabriel Novis Neves é professor da UFMT
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Gabriel Novis Neves é professor da UFMT. Foto: Divulgação

Quando, em 1988, o Deputado Ulisses Guimarães proclamou a “Constituição Cidadã”, uma das poucas vozes contrárias à euforia do ato promulgado foi a do senador mato-grossense Roberto Campos.

Disse na ocasião que, com aquela Constituição, que chamou de besteirol, o Brasil assinava o seu atestado de óbito com relação ao seu desenvolvimento.

A Carta Magna criava uma série de deveres ao governo e poucas obrigações ao cidadão.

Os resultados estão sendo colhidos há anos! Hoje, chegamos ao fundo do poço!

Entramos em uma crise sem precedentes na nossa história. O governo não consegue mais arrecadar impostos (exorbitantes) para pagar as suas dívidas.

Medidas casuísticas são tomadas, como cortes e contingenciamentos orçamentários.

Aumentou o desemprego e o país parou de crescer. Os remendos propostos pelo governo não têm produzido resultados e, para agravar mais a situação, vivemos uma crise política grave entre os poderes Executivo e Legislativo.

Indústrias são fechadas, construção civil em recesso, comércio estagnado e, quem pode, está deixando o país, atrás de melhor qualidade de vida e futuro para seus filhos.

Crise econômica e política repercutem na excelência dos nossos programas sociais, gerando uma onda de desânimo e violência jamais vista neste país.

Caminhamos para a situação da Grécia, com a agravante de sermos uma nação de mais de duzentos milhões de habitantes.

Enquanto isso, nossos políticos estão preocupados em aumentar as suas mordomias e os ricos aproveitando essa situação para se tornarem mais ricos.

Não há proposta de um pacto nacional para, em médio prazo, recuperar nossa nação, detentora da sétima economia do mundo!

E a corrupção continua com suas metástases em todos os segmentos institucionais e sociais.

O Brasil está na UTI.

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