NESTA TERÇA (8)

TRE julga recurso e decide se Walace pode voltar à prefeitura de VG

O Tribunal Regional Eleitoral julga nesta terça-feira (08), a ação cautelar protocolada pelos advogados de defesa do prefeito cassado de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), do vice-prefeito Wilton Coelho (PR), o “Wiltinho”, que reivindicam a reforma da decisão de primeiro grau que lhe aplicaram a cassação do mandato por compra de votos e formação de caixa 2 na campanha eleitoral de 2012.

Em julho, a atual prefeita de Várzea Grande Lucimar Campos (DEM), que assumiu o poder após ter sido segunda colocada na eleição municipal, solicitou ingressar no processo como parte interessada, na condição de assistente, o que veio a ser acatado pela Justiça Eleitoral.

Desde que veio a ser cassado no dia 5 de maio, Walace Guimarães acumula histórico de derrotas judiciais na esperança de retornar ao cargo.

A defesa do peemedebista tem alegado cerceamento de defesa diante da quebra do sigilo fiscal e bancário dos réus, falta de prova documental e juntada de novos documentos pelo DEM, autor da Ação de Investigação Judicial Eleitoral, na reta final do processo ao qual não foi oportunizado acesso.

A Justiça Eleitoral tem se manifestado que a declaração de gastos de campanha de Walace Guimarães, prestada em R$ 1,4 milhão, não apresentou conformidade com os valores movimentados entre seus aliados e as empresas que prestaram serviços durante a campanha eleitoral.

Ainda é citado que o abuso de poder econômico, vinculado a Caixa 2, ficou demonstrado ao longo do processo, confrontando os valores constantes na prestação de contas e os extratos bancários dos envolvidos na fraude.

Paralelo às iniciativas do peemedebista em retornar ao cargo, o presidente da Câmara, vereador Jânio Calistro (PMDB), tem recorrido ao Judiciário para assumir a prefeitura de Várzea Grande em substituição à prefeita.

A defesa do Legislativo argumenta que a decisão que cassou o mandato do então prefeito Walace Guimarães (PMDB) e seu vice Wilton Pereira (PR) e determinou a posse da segunda colocada violou a Lei Orgânica do Município.

Isso porque está previsto que a vaga de prefeito nos últimos dois anos de mandato, quem deve assumir, por 60 dias, é o presidente da Câmara.

Após os dois meses, conforme a Lei Orgânica, deve se realizar eleição indireta na qual qualquer cidadão pode postular a vaga de prefeito que é escolhido pelos vereadores.

Porém, o juiz Lídio Modesto negou a liminar em julho ressaltando que Walace Guimarães não foi eleito em 2012 com mais de 50% dos votos válidos.

Por isso, quem assume é a segunda colocada nas eleições, que é exatamente a atual prefeita Lucimar Campos. Com Diário de Cuiabá

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