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Centro-Oeste e Amazônia Legal

Alfredo da Mota Menezes é historiador e analista político em Cuiabá Alfredo da Mota Menezes é historiador e analista político em Cuiabá

Alfredo da Mota Menezes é historiador e analista político em Cuiabá

Desde julho, está criado o Fórum dos Governadores do Brasil Central que reúne os estados da região mais o de Rondônia. Pretendem trabalhar em conjunto o desenvolvimento do Centro-Oeste.

Alguns itens já aparecem na agenda, como logística, agropecuária, educação e industrialização. Participou dos encontros o ministro Mangabeira Unger da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal.

O ministro recentemente deixou a pasta, voltou para os EUA. É que se comenta que na reforma ministerial ela seria extinta. Fala-se que ele poderia coordenar o consórcio regional. Morando nos EUA?

Mato Grosso também participa de outro fórum, o de governadores da Amazônia Legal. Que, mais antigo que o do Centro-Oeste, tenta unificar a linguagem sobre os temas de interessa da região. Mangabeira Unger também era o elo do fórum com Brasília.

Neste novo momento regional também está sendo criado o Parlacentro. Ou a união das Assembleias Legislativas dos estados do Centro-Oeste mais Rondônia.

Seguindo os passos do fórum dos governadores da área pretendem discutir em conjunto questões como meio ambiente, logística, turismo. MT, MS e Rondônia têm ainda a segurança e comércio na fronteira com Bolívia e Paraguai.

No caso de MT e MS, se tem o Pantanal. É um só, estudos e decisões sobre esse ecossistema deveriam ser tomados em conjunto. Desde a divisão do estado que as duas bandas, antes unidas, ficaram afastadas uma da outra.

Supõe-se que a partir dessas ações dos Executivos dos estados e das Assembleias Legislativas esse equívoco desapareça. Não pode continuar a ter vizinhos olhando enviesados para o outro.

Essa busca de união do Centro-Oeste ou da Amazônia Legal, deve funcionar mais como forma de pressão política junto ao governo federal. Um trabalho conjunto, por exemplo, sobre a proposta de unificação do ICMS.

Os estados da área, com todos seus senadores juntos, poderiam fazer o governo federal recuar se algo os prejudicasse.

Funcionaria também um trabalho conjunto na sonhada reforma do Pacto Federativo. Aquela ideia de redistribuir o bolo da arrecadação. Tirar um pouco mais de recursos de Brasília para estados e municípios.

É uma pena dizer que não se conhecem atos concretos do Parlamento Amazônico que ajudassem a região, aquela antiga união entre as Assembleias Legislativas dos estados da Amazônia Legal.

O Parlacentro não pode seguir a mesma trajetória. Talvez o mesmo possa ser dito do Fórum dos governadores da Amazônia Legal.

Pelo menos deveria haver uma união dos senadores dos estados de cada área para pressionarem Brasília a olhar de forma diferente para as regiões. Parece que nem isso funcionou antes.

Tem um assunto do momento que mereceria, já agora, um trabalho conjunto entre os estados de Goiás, MT e Rondônia.

Seguir de perto os estudos de viabilidade econômica, técnica e ambiental que se está fazendo sobre a ferrovia bioceânica. A ferrovia, se vier,seria a redenção da região.

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiados e analista político em Cuiabá.

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