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OBRAS DA COPA

CPI quer identificar responsável por ‘caderno de encargos’ da FIFA em MT

Divulgação

O ex-secretário de Estado de Esportes, deputado estadual Baiano Filho (PMDB), e o ex-secretário-adjunto de Esporte, Laércio Vicente de Arruda, foram ouvidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, nesta segunda-feira (21).

Ambos negaram qualquer tipo de envolvimento em contratos com empresas executoras das obras da Arena Pantanal.

Em depoimento, Laércio lamentou a saída dele do cargo à época em que se discutia a escolha de Cuiabá como subsede da Copa do Mundo FIFA 2014.

“Não participei de decisão ou de acordo nenhum. Nem fui nomeado para qualquer função relacionada às obras da Copa. Até participei de algumas reuniões, duas ou três no máximo, porém como convidado. Em janeiro de 2011 já não era adjunto. Em janeiro de 2012 o adjunto era o ex-deputado estadual Antônio Azambuja. Não vivi o momento Copa do Mundo”, observou Laércio, “não sei de obras, não vi obras e não participei de obras”, complementou.

Após o depoimento de Laércio, o deputado estadual Baiano Filho respondeu aos questionamentos dos membros da CPI.

Baiano foi inquirido pelo presidente da CPI sobre vários assuntos, inclusive quanto à origem do “caderno de encargos” da Federação Internacional de Futebol e Associados (FIFA) para construção, ampliação e reformas da Arena Pantanal a fim de receber os jogos.

Baiano negou que tenha tido acesso ao caderno, atribuindo a responsabilidade ao ex-secretário e presidente do Movimento Pró-Copa, Yuri Bastos Jorge.

O caderno de encargos foi a peça chave para que Cuiabá participasse da seleção das subsedes do Mundial.

Nele, constam critérios técnicos para garantir a viabilidade da Capital no contexto Copa do Mundo de 2014.

“O caderno de encargos não foi feito do dia para a noite, nem em um passe de mágica. Levou tempo, com certeza havia técnicos envolvidos na elaboração do mesmo e nós queremos saber quem esteve no comando de tudo isso. O caderno precisa de um responsável e nós iremos identificá-lo”, ponderou Silvano Amaral, ao alertar que se empresas privadas participaram terão que comparecer à CPI, ainda que tenham participado na condição de colaboradora ou contratada.

Foto: Lenine Martins

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