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GOVERNO DE ESCÂNDALOS

Em pouco mais de 4 anos de gestão no Paiaguás, Silval teve oito secretários presos

DA REDAÇÃO COM DIÁRIO DE CUIABÁ - RAFAEL COSTA
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Foto: Divulgação

Antes de ser preso por decisão da juíza Selma Rosane Arruda, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) teve uma gestão marcada por escândalos de desvio de dinheiro público, o que levou à incrível marca de oito secretários de Estado presos em operações deflagradas pela Polícia Civil e Polícia Federal.

Levando em consideração que o peemedebista assumiu o Estado em abril de 2010 com a renúncia de Blairo Maggi (PR) para concorrer ao Senado e entregou cargo somente em 1º de janeiro de 2015, impera a média de dois secretários de Estado presos a cada ano de mandato.

Considerado homem forte da gestão estadual, Eder Moraes exerceu durante o mandato do peemedebista as funções de secretário chefe da Casa Civil, presidente da Agecopa e, por último, titular da Secopa (Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo).

Acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes contra o sistema financeiro nacional que gerou prejuízo de até R$ 500 milhões, Eder Moraes foi preso pela acusação da Polícia Federal no transcorrer da Operação Ararath de manter um esquema que desviava dinheiro público para abastecer caixa 2 de campanha eleitoral, pagar propina, comprar sentença judicial e até comprar uma vaga de conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado).

Após permanecer 90 dias preso no Complexo da Papuda, veio a ser solto, porém, preso novamente em abril deste ano pela suspeita de transferir patrimônio a terceiros, mas já está solto novamente aguardando o resultado das ações penais que responde na Justiça Federal.

Considerado o homem que revolucionaria a saúde pública no primeiro ano de mandato, o ex-deputado federal Pedro Henry (PP), secretário de Estado de Saúde no primeiro ano da gestão do peemedebista, foi preso após ser condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 7 anos e 2 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

Em dezembro de 2014, o secretário adjunto de comunicação, Elpidio Spiezzi, foi preso pela Polícia Civil na Operação Edição Extra, por conta da suspeita de participação em uma fraude de licitação para aquisição de material gráfico na ordem de R$ 44 milhões.

Na ocasião, também foi preso o secretário adjunto da Secretaria de Administração (SAD), José Nunes Cordeiro.

A situação mais dramática para Silval Barbosa, no entanto, veio com a Operação Ouro de Tolo deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) em agosto deste ano e culminou na prisão de sua esposa, a ex-primeira-dama Roseli Barbosa, pela suspeita de desviar até R$ 8 milhões dos cofres da Secretaria de Trabalho e Assistência Social.

Também foi preso seu auxiliar direto, o ex-chefe de gabinete Silvio Cézar Corrêa de Araújo. Agora, com a Operação Sodoma que apura “venda” de incentivos fiscais por meio de pagamento de propina, Pedro Nadaf, ex-secretário de Indústria e Comércio e chefe da Casa Civil, e Marcel de Cursi, ex-secretário de Fazenda, foram presos preventivamente.

Em meio a todos os escândalos de seus assessores diretos, Silval Barbosa também teve a prisão decretada pela Justiça e está detido no 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Cuiabá, localizado no bairro Verdão, após ter pedidos de liberdade recusados pelo Tribunal de Justiça (TJ) e Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Janete Riva (PSD), esposa do ex-deputado José Riva (PSD), apesar de não ter sido presa enquanto secretária de Cultura do Estado, foi detida pela PF em maio de 2010 durante a Operação Jurupari, que apurou crimes ambientais em Mato Grosso.

Ao ser indicada ao cargo, o segmento da Cultura no Estado repudiou a indicação.

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