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OPERAÇÃO IMPERADOR

Ex-secretário da Assembleia terá oito deputados como testemunha de defesa

Corregedoria da Polícia Civil prende investigador acusado de extorsão . Foto: Divulgação

A defesa do ex-secretário de Informática da Assembleia Legislativa, Djalma Ermenegildo Soares garantiu a inclusão de oito deputados estaduais na ação penal oriunda da Operação Imperador.

Os parlamentares atuarão como testemunha de defesa do ex-servidor da Casa de Leis.

A autorização partiu da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Rosane Arruda.

Djalma é acusado de envolvimento num esquema criminoso que desviou mais de R$ 60 milhões dos cofres do Parlamento Estadual por meio de fraude na aquisição de material gráfico.

Conforme as investigações, Djalma era o responsável por atestar a entrada de materiais que jamais foram de fato entregues na sede do Legislativo.

Entre as testemunhas arroladas pelo ex-secretário estão os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (DEM), Mauro Savi (PR) e Romoaldo Junior (PMDB).

Todos tiveram participação na Mesa Diretora durante a legislatura anterior.

Como possuem a prerrogativa de foro, os parlamentares podem escolher a data, hora e local para serem ouvidos pela Justiça.

A magistrada determinou que os mesmos sejam oficiados.

No entanto, fixou duas datas para as oitivas, 9 e 14 de outubro a partir das 13h30min.

Além de Djalma, mais 15 pessoas são réu em ação penal acusados de participação em um esquema que desviou mais de R$ 60 milhões dos cofres do Parlamento Estadual por meio de fraudes na aquisição de material gráfico.

Entre os réus está o ex-deputado estadual José Riva e sua esposa, Janete Riva, ambos do PSD.

Como foi o único que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, o social-democrata teve o processo desmembrado dos demais.

Desta forma, o ex- presidente da Casa de Leis se tornou o único réu em um processo, enquanto os demais respondem conjuntamente a outra ação com o mesmo objeto.

No caso de Riva, o processo já se encontra mais adiantado.

A juíza Selma Rosane já ouviu todas as testemunhas de acusação e grande parte das testemunhas de defesa.

Restam apenas duas pessoas a serem ouvidas pela magistrada.

De acordo com o Gaeco, o esquema se dava por meio de falsas aquisições de materiais de expediente junto a cinco empresas do ramo de papelaria, onde todas eram de “fachada”.

Para tanto, o grupo fraudou, nos últimos anos, a execução de contratos licitatórios na modalidade carta convite, pregão presencial e concorrência pública.

Apesar de as notas apresentarem atestado de recebimento por parte dos servidores, os materiais adquiridos nunca foram entregues à Casa de Leis.

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