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EFEITO SODOMA

Presidente da Fecomércio há anos, Pedro Nadaf faz carta renúncia do cargo

Divulgação

Pedro Nadaf (PR) entregou, por meio de seus advogados, uma carta de renúncia ao cargo de presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio). A informação é do Midianews

De acordo com o site, a carta será apreciada e acolhida pelo conselho deliberativo da entidade nesta segunda-feira (28).

Ele ocupava o cargo há mais de uma década na entidade localizada na Avenida do CPA, em Cuiabá.

Ex-secretário de Turismo,  de Indústria, Comércio, Minas e Energia e Casa Civil (Sicme) dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa (PMDB), Nadaf teve a prisão decretada durante a Operação Sodoma, deflagrada pela Polícia Fazendária, acusado de participação em um suposto esquema de cobrança de propina em troca de benefícios fiscais em Mato Grosso, por meio do Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial).

Além de Nadaf, o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e o ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi são acusados de participar do suposto esquema.

Eles também estão presos no Corpo de Bombeiros e no Centro de Custódia de Cuiabá, respectivamente.

Além dos três, Francisco Andrade de Lima Filho, Sílvio Cezar Corrêa Araújo e Karla Cecília de Oliveira Cintra foram denunciados pelo Ministério Público do Estado.

Eles vão responder pelos crimes de constituição de organização criminosa, concussão, extorsão e lavagem de dinheiro.

Os fatos vieram à tona com a Operação Sodoma realizada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública.

De acordo com a denúncia, no período de 2011 a 2015, “de forma arbitrária e violando os princípios da Administração Pública e, em especial da Administração Tributária, a Organização foi responsável pela edição de inúmeras normas tributárias esdrúxulas, casuísticas e, a serviço de interesses escusos, cujas regras eram criadas no interesse do grupo criminoso, sempre na busca da obtenção de vantagem indevida”.

Conforme as investigações, há indícios de que o grupo também tenha atuado no financeiro do Executivo, realizando pagamentos indevidos ou exigindo vantagem indevida para saldar os compromissos regulares.

A denúncia criminal, no entanto, refere-se a fatos envolvendo a concessão de benefícios fiscais às empresas Tractor Parts Distribuidora de autopeças Ltda, DCP Máquinas e Veículos Ltda e Casa da Engrenagem Distribuidora de Peças Ltda.

“A presente denúncia refere-se à atuação da organização criminosa no seio da Administração Pública, que exigiu, por intermédio de seus membros (agentes públicos), vantagem indevida do empresário (João Batista Rosa) para a manutenção de incentivo fiscal, via Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso, em prol de pessoas jurídicas, bem como, a prática de lavagem de dinheiro da vantagem indevida auferida e, em fase posterior o crime de extorsão”, explicou a promotora de Justiça Ana Cristina Bardusco, em um trecho da denúncia.

Foto: Divulgação

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