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PEPINO BILIONÁRIO

Deputado diz que Silval Barbosa fez ‘farra com dinheiro público’ na construção do VLT

O presidente da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (PSB), visitou na tarde desta segunda-feira (28) o Centro de Manutenção e Controle de Operações, próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, para verificar a situação dos vagões do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

“Foi uma verdadeira farra com o dinheiro público. A sociedade não pode pagar por isso”, afirmou. Botelho, acompanhado pelos deputados Emanuel Pinheiro, Pedro Satélite e  Coronel Pery Taborelli.

Os parlamentares se reuniram com o representante da CAF, Ricardo Sanches, responsável pelo material rodante fabricado na Espanha, e uma das cinco empresas que compõe o Consórcio VLT Cuiabá/Várzea Grande.

Foi também questionado pontos como o atraso nas obras e soluções para que o modal funcione.

“Como se vê, não há nada aqui. Apenas a estrutura do local e os vagões. Foi assim que o governo passado nos entregou o VLT. Não houve um projeto com começo, meio e fim”, afirmou o deputado do PSB.

Botelho garantiu que vai convocar o secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, para conhecer o estudo que tem sido produzido pelo governo estadual para viabilizar a conclusão das obras.

“Eu defendo que seja feito pelo menos uma parte, até o CPA, para não perdermos o que já foi gasto. Mas isso só será definido após conhecermos o relatório do governo”, afirmou o deputado.

Já foram gastos cerca de R$ 1,060 bilhão nas obras do VLT, que seria o primeiro da América Latina, mas acabou “emperrado”.

A promessa inicial era de que o VLT seria entregue para a Copa do Mundo de 2014.

“Buracos foram abertos nas ruas, empresários foram desapropriados, uma série de prejuízos e isso não pode ficar assim. Não podemos simplesmente jogar fora. Tem que haver alguma saída para esse problema”, alegou o deputado.

Para Emanuel Pinheiro, o governador Pedro Taques deve ser convocado para visitar o local e verificar a situação em que se encontram os trilhos.

O deputado Pedro Satélite entende que a tarifa deverá ser subsidiada pelo governo do estado como forma de compensação.

Taborelli afirmou que “é um crime o que estamos presenciando”.

Adquiridos por R$ 500 milhões, os veículos estão expostos ao sol e a chuva no pátio do CCO. O próprio TCE já emitiu alertas ao Estado pelo fato dos vagões estarem se deteriorando sem nenhum tipo de preservação.

Orçado inicialmente em R$ 1,4 bilhão, o VLT já consumiu cerca de R$ 1,060 bilhão aos cofres públicos.

Apesar do pagamento de mais de 60% de toda a obra, o TCE apontou em relatório que menos de 30% dos serviços foram efetivamente executados.

Servidores da Secretaria de Estado das Cidades (Secid), Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE) e Controladoria Geral do Estado (CGE) iniciam a análise das propostas nos próximos dias.

A empresa vencedora será responsável por apresentar relatório sobre a viabilidade financeira do VLT, análise técnica sobre o cronograma de término de obras, estimativa de demandas de operação nos próximos 20 anos, proposta de integração do modal à matriz de transporte da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá, como também cronograma de desembolso do Estado para implantação do VLT.

Foto: Marcos Lopes

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