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EFEITO METÁSTASE

Assembleia oficializa suspensão do pagamento de verba de suprimento

Divulgação

Maluf: suspensão de investigação contra servidores efetivos da Assembleia Legislativa

A Assembleia Legislativa aprovou em segunda votação na noite desta terça-feira (29), o projeto de resolução nº 103/2015, que suspende a concessão e pagamento da verba de suprimento de fundo.

Apresentado em julho desse ano, o projeto foi aprovado em primeira votação no mês de agosto e com a liberação das pautas após as votações de 130 vetos, os parlamentares oficializaram nesta noite, a suspensão do pagamento que era destinado a servidores.

A exclusão do benefício também consta no projeto de resolução que tramita no Poder Legislativo, elaborado em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPE), para a ampliação de medidas de transparência na Assembleia Legislativa.

O suprimento de fundos já havia sido suspensa pela atual Mesa Diretora da Assembleia Legislativa desde o Decreto Legislativo e Projeto de Resolução que regulamentou e alterou o pagamento da Verba Indenizatória aos deputados estaduais, com a exclusão de uma série de benefícios.

EFEITO METÁSTASE

Investigações realizadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa do Ministério Público Estadual, que resultaram na Operação Metástase , apontam desvios na ordem de R$ 2 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa.

As fraudes, conforme o Gaeco, foram cometidas por meio de compras fictícias de marmitas e materiais gráficos com a utilização de verbas de suprimentos, entre os anos de 2011 a 2014.

A operação é resultado do compartilhamento de informações da operação “Ararath”.

A prisão dos servidores, conforme o Gaeco, busca ajudar na identificação dos líderes da organização e o destino dado ao dinheiro desviado.

As prisões são temporárias e poderão ser prorrogadas ou convertidas em preventiva, de acordo com a necessidade.

Dos 22 mandados de prisão expedidos na Operação “Metástase”, apenas um ainda não foi cumprido. De acordo com informações do Gaeco, no grupo existem dois empresários e 20 servidores, todos eram lotados na presidência da Assembleia Legislativa na época em que a Mesa Diretora era presidida pelo ex-deputado José Geraldo Riva (PSD).

Alguns deles ainda trabalham em gabinetes do Parlamento Estadual.

De 22 pessoas presas, 19 já foram liberadas e três foram mantidas detidas pelo Poder Judiciário a pedido do Gaeco.

Foto: Divulgação

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