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NO MÃE BONIFÁCIA

Juíza determina que criança vá para abrigo após suposto sequestro

A juíza da Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Santos Bispo, determinou que a criança, de um ano e meio, que teria sido vítima de um suposto sequestro, fosse encaminhada temporariamente para um abrigo na capital.

O desaparecimento do menino no Parque Mãe Bonifácia, no último domingo (28), gerou polêmica após o fato ser divulgado nas redes sociais e levantar suspeita de que teria sido simulada pela mãe da criança para chamar a atenção do ex. Logo depois do sumiço, a mãe disse ter localizado a criança.

O encaminhamento da criança foi decidido pela juíza durante audiência com os pais do menino nesta segunda-feira (28).

Ela deverá ficar no abrigo até que a vendedora Rúbia Juliana Pereira Duarte, de 28 anos, e o ex-marido, que mora em Campo Grande (MS), passem por uma avaliação psicossocial.

O objetivo, segundo o Poder Judiciário, é verificar se eles têm condições de permanecer com a guarda do filho.

A informação de que a criança teria sumido circulou em um grupo de WhatsApp e mobilizou dezenas de pessoas, no parque, além da Polícia Militar.

Em questão de horas, surgiram rumores de que o menino havia sido sequestrado e que a divulgação foi feita pela mãe.

No entanto, logo depois, a vendedora e o filho foram encontrados dormindo, dentro de casa,   levando a suspeita de que a situação foi forjada.

Ela foi encaminhada ainda na noite de domingo para a delegacia da Polícia Civil para prestar depoimento.

Lá, Rúbia Juliana disse que se perdeu do filho, mas o encontrou minutos depois, no próprio parque.

Declarou ainda que tudo não teria passado de um mal entendido. Porém, confirmou que enviou a informação na rede social no mesmo instante que procurava a criança.

Segundo a mãe, diversos amigos começaram a ligar no celular dela, que ficou congestionado e travou. A vendedora afirma que tentou contato pessoalmente com dois amigos, mas sem sucesso: não conseguiu entrar no condomínio em que um deles mora e o outro não ouviu ela chamá-lo no portão.

Depois das tentativas frustradas de falar com os amigos, Rúbia contou que foi pra casa. Fez o filho dormir e acabou adormecendo também.

Acordou com familiares forçando a entrada na residência e só então soube da repercussão que a história havia tomado.

Na segunda de manhã, Rúbia e o pai do menino foram ouvidos no Conselho Tutelar da Criança de Cuiabá. Depois, participaram da audiência na Promotoria da Infância e Juventude.

A equipe de reportagem tentou contato com os pais, mas as ligações não foram atendidas.

Foto: Reprodução

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