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DÍVIDAS DE R$ 100 MILHÕES

Empresas do prefeito Mauro Mendes entram em recuperação Judicial

Reprodução

Reportagem divulgada pelo jornal A Gazeta desta quinta-feira (1) mostra que a situação empresarial do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), se complicou.

De acordo com o jornal, as quatro empresas de Mendes têm uma dívida declarada no valor de R$ 100 milhões junto a fornecedores e bancos.

Para tentar salvar o patrimônio, o grupo Bipar, do qual Mauro Mendes é presidente licenciado, ingressou com pedido de recuperação judicial no Poder Judiciário.

Por meio de nota, o grupo Bipar explicou que a situação chegou a esse patamar devido a quebras indevidas de alguns contratos e inadimplências.

O grupo ainda justificou que a medida foi tomada para proteger os funcionários.

VEJA ABAIXO A REPORTAGEM PUBLICADA PELO SITE GAZETA DIGITAL COM REPORTAGEM DE WELLINGTON SABINO.

Com uma dívida declarada de R$ 100 milhões junto a fornecedores e bancos, 4 empresas do prefeito Mauro Mendes (PSB) ingressaram com pedido de recuperação judicial junto à Justiça de Mato Grosso.

O pedido foi protocolado em nome do Grupo Bipar constituído empresas Bimetal Indústria Metalúrgica Ltda, Bipar Energia S.A., Bipar Investimentos e Participações S.A e Mavi Engenharia e Construções Ltda. A ação irá tramitar na 1ª Vara Cível de Cuiabá, mas ainda não foi distribuída.

Em nota, o grupo informou que o objetivo dos representantes é utilizar a recuperação judicial para preservar milhares de empregos diretos e buscar o equilíbrio financeiro para saldar as dívidas e seguir com a execução de aproximadamente R$ 200 milhões em contratos.

Na Justiça Estadual, principalmente nas varas cíveis de Cuiabá, a Bimetal, que atua no ramo de projetos, fabricação, instalação e montagem de torres para telecomunicações e energia elétrica é alvo de várias ações de execução de dívidas.

Mauro Mendes é sócio e presidente do grupo, mas está licenciado. Em seu lugar, responde o diretor do Grupo, Luis Nespolo. Na nota encaminhada pela assessoria, o executivo explica que entre os motivos que levaram as empresas a recorrerem à recuperação judicial, estão quebras indevidas de alguns contratos e inadimplências, o que gerou prejuízos ao grupo.

Cita com o exemplo a demora na aprovação de um pedido de aditamento de valor do contrato mantido pela Mavi com a Matrinchã Transmissora de Energia S.A., para a construção de uma linha de transmissão em Mato Grosso.

“A Mavi está ingressando na Justiça Arbitral cobrando uma diferença de execução do contrato no valor de R$ 112 milhões”, diz. Argumenta que a Matrinchã demorou cerca de um ano para apreciar o pedido de aditivo o que gerou uma defasagem muito grande das receitas e despesas do Grupo “já que no período mantivemos a execução do contrato sem a remuneração devida”.

O Grupo Bipar também cita entre as causas da dificuldades financeiras a perda de crédito bancário das empresas em função da exposição política do fundador do grupo, Mauro Mendes, especialmente depois da sua inclusão na investigação da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF) na Operação Ararath.

O objeto da investigação é um complexo esquema de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

Mauro Mendes foi alvo da 5ª fase da Ararath, deflagrada no dia 20 de maio de 2014 e continua sendo investigado num inquérito sigiloso que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Outro fato preponderante que contribuiu para o agravamento da situação do grupo ocorreu em 2014, depois que Mauro Mendes foi considerado pelas instituições bancárias uma PPE (pessoa politicamente exposta), gerando uma restrição de crédito corporativo e impedindo o aumento do capital de giro das empresas. Devido a este fato e outros de exposição pública de seu principal acionista, o grupo teve parte dos seus limites de créditos bancários reduzidos ou cortados, em um momento em que deveriam ser ampliados para fazer frente a elevação do nível de atividade e faturamento”, informa o comunicado do grupo empresarial.

Foto: Divulgação

 

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