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PEPINO BILIONÁRIO

VLT causa “bate-boca” entre deputados da Assembleia Legislativa

Divulgação

As obras paralisadas do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) foram alvo de intenso debate da sessão ordinária da Assembleia Legislativa na manhã de quarta-feira (30). O líder do governo, deputado Wilson Santos (PSDB), declarou que a gestão do governador Pedro Taques (PSDB) só vai retomar as obras “após dissecar o cadáver herdado” do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), atualmente preso pela Polícia Civil na Operação Sodoma pela acusação de liderar um esquema de venda de incentivos fiscais. “Quando foi candidato, o governador disse que não roubaria; não deixaria roubar e que iria atrás daqueles que roubaram o erário público”, afirmou.

O parlamentar ainda lançou suspeitas a respeito dos contratos relacionados à obra do VLT firmados pelo ex-governador Silval Barbosa. “Os mesmos agentes públicos que estão presos inventaram o VLT e será que teve propina também? O governo Pedro Taques está apenas no começo e muitas emoções ainda virão”, declarou.

Por outro lado, o deputado estadual Pery Taborelli (PV) adotou uma linha de discurso mais radical. O parlamentar defendeu a desistência do Estado em concluir a obra com a possibilidade até de avaliar a implantação de outro modal de transporte que seja mais viável. “Esse dinheiro que foi gasto com o VLT provocou mortes, pois o dinheiro retirado da saúde, educação e obra para esta obra ocasionou o caos. Não precisamos de uma obra faraônica que represente o ícone da corrupção”, disse. Deputado de primeiro mandato, Wancley Carvalho (PV), defendeu o que classificou de “conclusão responsável” das obras do VLT. “O Estado vive uma crise de caixa. Não podemos tolerar a roubalheira que vimos claramente que houve. Portanto, o governador tem quatro anos para fazer a obra e deve fazer o correto”, destacou.

O deputado estadual Zeca Viana (PDT) criticou parlamentares da legislatura anterior alegando que, ao lado da deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), atuava como uma voz isolada no Parlamento ao criticar os procedimentos do Estado em relação ao VLT.

“É mais do que justo cobrarmos para que seja concluída. Temos que ajudar também porque quem casa com a viúva deve assumir os filhos”, frisou.

A obra do VLT está orçada em R$ 1,477 bilhão e já consumiu R$ 1 bilhão ainda que esteja longe da conclusão. Se eventualmente for concluído em 2018, o custo final será de R$ 2,2 bilhões.

O pedetista finalizou cobrando mais ações concretas da atual gestão estadual. “Deve-se ter menos falácia. Vejo uma dificuldade de agir. É o momento de resolver o problema criado. Não tem outro jeito até porque quem tem que resolver é o governador”.

Foto: Assessoria

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