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BRIGA COM MÉDICO

Conselheiro do Tribunal de Contas, Antonio Joaquim fala sobre caso de suposta extorsão

O conselheiro Antonio Joaquim posicionou-se nesta terça-feira (6), durante a sessão plenária do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), sobre o episódio que culminou com a prisão de dois jornalistas, que tentaram supostamente lhe fazer extorsão com a proposta de parar campanha de difamação que vinham realizando pelos jornais dos dois.

Conselheiro Antonio Joaquim fala sobre caso de suposta extorsão e briga com médico. Foto: TCE

Abaixo, veja o pronunciamento feito por Antonio Joaquim.
“Em respeito a esta Instituição, posiciono-me sobre o que foi noticiado na semana passada envolvendo o meu nome e o do TCE de Mato Grosso, em deplorável episódio que culminou na prisão de dois pseudo-jornalistas. Eles foram contratados pelo médico Alonso Alves Filho, proprietário do Hospital Otorrino de Cuiabá, para realizar com os seus jornais uma sórdida campanha difamatória contra a minha pessoa e que atingiu este Tribunal.
Infelizmente, esse médico é meu vizinho de fazenda e com o qual tenho o desprazer de litigar na Justiça para garantir o direito de acesso a uma estrada que liga duas áreas rurais que possuo no município de N. S. do Livramento. Essa estrada passa pela fazenda desse vizinho. Esse foi o estopim da perseguição doentia da qual sou vítima.
O Tribunal de Contas de Mato Grosso não poderia esperar da minha pessoa nenhuma outra decisão e atitude senão a de rejeitar, recusar e enfrentar a tentativa de extorsão, chantagem, estelionato e a ação típica de formação de quadrilha. Foi exatamente o que fiz.
Ao ser informado que esses pseudo-jornalistas queriam negociar, em troca de dinheiro e contratos neste Tribunal, inclusive se dispondo a depor contra quem os contratou, o médico Alonso Alves Filho, rejeitei a tentativa de extorsão e recomendei ao meu advogado que reunisse provas e chamasse a Polícia. Nunca aceitei e não aceitarei fazer parte desse cenário deplorável, pois quem convive com porcos acaba chafurdando na lama.
Enfrentei essa situação sabendo que novamente sofreria com a exposição. Defendi a minha honra e não me verguei àqueles que queriam extorquir a mim e ao Tribunal de Contas. Com essa atitude, mantive a minha consciência limpa. E, agindo como agi, tenho condições de vir aqui, com a cabeça erguida, olhar nos vossos olhos. Eu não compro relacionamento, pois tenho fé que as relações têm que ser éticas e sadias.
Considero necessário esclarecer à sociedade mato-grossense que essa campanha difamatória é de um surrealismo fantástico, sustentado na mentira, na manipulação e deturpação de fatos. Busca-se, ardilosamente, me impingir o comportamento de violência, autoritarismo e grilagem. Nada disso é verdadeiro. Tenho lidado com um vizinho que me faz uma perseguição doentia, e que sequestra a minha reputação toda a vez que encontra eco na imprensa”.
Ao final da leitura, o conselheiro fez um rápido relato de sua vida e trajetória profissional, os fatos que motivaram o desentendimento com o vizinho, as ações que move contra o médico Alonso Alves pediu, novamente, que o Ministério Público ingresse na causa, considerando que o caso fugiu da esfera pessoal e que houve tentativa de corromper uma instituição pública. “Eu confio na Justiça”, disse, informando que doravante o assunto será tratado exclusivamente pelo seu advogado.O conselheiro Antonio Joaquim recebeu a solidariedade dos seus pares, especialmente dos conselheiros presidente Valdir Teis, Valter Albano e José Carlos Novelli. “Não se sinta constrangido. Você tem uma história de respeito”, afiançou Albano.

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