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CASA CAIU

Presidente da Câmara, Cunha fechou contas na Suíça um mês após a operação Lava Jato

Mato Grosso Mais

O Ministério Público da Suíça informou que o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fechou duas de quatro contas no banco Julius Baer em abril de 2014, um mês após o início da Operação Lava Jato.

Os extratos bancários enviados à Procuradoria Geral da República (PGR) revelam que Cunha e seus familiares tiveram US$ 2,4 milhões – cerca de R$ 9,3 milhões – bloqueados.

Eduardo Cunha, que nega qualquer participação no petróleo, foi denunciado em agosto pela PGR no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de que teria se beneficiado do esquema de corrupção na Petrobras.

As investigações sobre Cunha começaram em abril na Suíça e apontam que ele também utilizou empresas “offshore” para movimentar as contas secretas no país.

Suposto operador do PMDB no esquema, o engenheiro João Augusto Rezende Henriques afirmou que fez uma transferência ao exterior para uma conta do presidente da Câmara. O ex-consultor da Toyo Setal Júlio Camargo também afirmou que foi pressionado por Cunha a pagar US$ 10 milhões em propina para que um contrato de navios-sonda da Petrobras fosse viabilizado.

Além disso, investigadores da Lava Jato informaram que o lobista Fernando Baiano também disse em sua delação premiada que o presidente da Câmara recebeu, ao menos, US$ 5 milhões em propinas por contratos de locação dos navios-sonda.

Foto: Mato Grosso Mais

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