EXECUTADOS EM ROSÁRIO OESTE

Cunhados foram mortos com tiros na nuca; corpos não são liberdos pelo IML

Os cunhados Wagner Luiz de Arruda, 33,  e Fábio Conceição de Campos, 37 anos, foram executados com tiros na cabeça disparados à queima-roupa. É o que aponta o exame de necropsia.

Os cunhados estavam desaparecidos desde o dia 11 de agosto, quando teriam desaparecidos na região do Manso.

Nas investigações, a polícia descobriu que eles foram mortos dentro de uma chácara numa região conhecida como Marzagão, próximo de Rosário Oeste.

Após a morte deles, o casal dono da chácara foi assassinado.

Rivael Xavier Pereira, 41, e sua esposa Gislene Almeida Cruz, 25, foram mortos no dia 28 do mesmo mês.

A vítima Rivael Xavier é apontada como autora da morte dos cunhados.

A chácara em que ele e a esposa foram mortos foi o último lugar que dois homens passaram.

O casal também foi as últimas pessoas a vê-los com vida. A motivação do crime seria uma cobrança de dívida de drogas.

“Os cunhados foram cobrar uma dívida de drogas. Teriam caindo em uma emboscada armada por uma terceira pessoa que levou os cunhados até o sítio para serem mortos”, disse o delegado Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, que preside o inquérito dos dois duplos homicídios.

As investigações são conduzidas pela Delegacia de Rosário Oeste e a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP).

Uma terceira pessoa, que também estaria envolvida nos dois crimes, está com temporária decretada e foragida.

Uma das prisões foi efetuada na localidade da Gleba Marzargão, em Rosário Oeste, e com o preso apreendidas uma espingarda calibre 22 e um revólver 38.

Em Cuiabá, a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), em buscas, apreendeu um revólver calibre 22, que seria da vítima Rivail e subtraída do sítio do casal. A arma será submetida à perícia para descobrir se foi usada para executar os cunhados.

“As investigações vão prosseguir. O primeiro passo era a localização dos corpos dos cunhados e, por isso, a razão do sigilo da investigação, para também preservar as pessoas que estão colaborando”, disse a delegada titular da DHPP, Anaíde Barros.

O delegado de Rosário Oeste, Guilherme  Berto Nascimento Fachinelli, disse que toda a ação contou com o apoio da Delegacia de Nobres, por meio do delegado Caio Fernando Alvares Albuquerque,  e de policiais da Gerência de Operações Especiais (GOE).

Os trabalhos de necropsia, no entanto, ainda não definiram quantos tiros foram disparados contra os homens.

A identificação oficial das vitimas também não foi concluída e, com isso, não podem ser liberados para as respectivas famílias.

 

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