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VÁRZEA GRANDE

Atendimento no Hospital Metropolitano está suspenso por 15 dias

O atendimento médico no Hospital Estadual Metropolitano está suspenso há 15 dias por falta de pagamento aos prestadores de serviço da unidade de saúde, que fica localizada em Várzea Grande. Antes de paralisar as atividades, a classe médica notificou a Secretaria de Estado de Saúde (SES) três vezes.

Esta é a segunda paralisação dos médicos deste hospital registrada este ano e pelo mesmo motivo. A primeira ocorreu em maio, quando a classe médica esgotou a possibilidade de nego­ciação com a pasta.

O Hospital Metropolitano é referência para casos cirúrgicos de alta complexida de em traumatologia (ortopedia e bucomaxilo-facial) e cirurgia bariátrica. O primeiro comunicado enviado à SES pelo corpo clínico do Metropolitano ocor­reu em julho passado, quando os médicos informaram a existência de novos atrasos na quitação dos pagamentos, contrarian­do o acordo firmado com o governo em maio.

Neste documento, a data anunciada para a paralisação do atendimento era 1º de agosto, mas terminou sendo prorrogada após reunião com o ex-secretário de Saú­de, Marco Bertúlio.

Como não ocorreu a quitação da dívida, no dia 15 de setembro a classe médica prestadora de serviço voltou a notificar o Poder Público, informando que os profis­sionais deixariam o serviço uma semana após o comunicado.

No ofício, os médicos reforçam o compromisso já firmado com a SES e destacam que passados 50 dias do acordo, nada havia sido cumprido pela secretaria.

Segundo o corpo médico, os pagamentos não ocorrem desde maio para a equipe de endoscopia e imagens.

As outras especialidades estão com folhas em aberto desde junho. Além da questão financeira, a clas­se aponta que os contratos com as equipes médicas não foram renovados e nenhuma melhoria significativa foi promovida na estrutura do Hospital Metropolitano, “pro­va inequívoca é o tomógrafo que encon­tra-se estragado (mais de oito meses sem funcionar)”, descreve trecho do documen­to.

Nova reunião foi realizada e em 23 de setembro a SES recebeu prazo até o dia 30 do mesmo mês para regularizar a situa­ção.

O novo descumprimento levou à para­lisação por tempo indeterminado.

Foto: Ednílson Aguiar

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